Abit: compras internacionais crescem desde fim da “taxa das blusinhas”
As pequenas encomendas em sites internacionais de comércio eletrônico dispararam com o fim da “taxa das blusinhas”, como era chamado o imposto cobrado nas importações de até US$ 50.
De uma média de 15,4 milhões de encomendas nos quatro primeiros meses do ano, o total saltou para 20 milhões em maio, quando o imposto foi retirado.
Depois, evoluiu para 28 milhões em junho, acomodando-se acima de 26 milhões em julho e agosto.
O imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, que antes era de 20%, foi zerado em maio, por meio de uma medida provisória aprovada pelo Congresso e convertida em lei em 10 de setembro.
Leia Mais INSS prorroga por um ano auxílio-doença sem perícia presencial Itaú Ventures firma parceria com a norte-americana Simile para IA Tarifa média da aviação sobe 14,5% em agosto ante mesmo mês de 2025 Em valores, as compras passaram de uma média de US$ 308 milhões entre janeiro e abril para US$ 520 milhões nos quatro meses seguintes.
Os números dizem respeito às remessas internacionais declaradas.
Foram extraídos de levantamentos do programa Remessa Conforme, criado para combater a sonegação fiscal nas compras internacionais, pela Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).
O setor está entre os mais afetados pela entrada de concorrentes, especialmente chineses, por meio de plataformas como Shopee , AliExpress e Shein .
Só no mês passado, foram declaradas 26,5 milhões de remessas internacionais, 74% acima das 15,2 milhões declarações de agosto de 2025.
Em valor, as compras passaram de US$ 294 milhões para US$ 526 milhões, aumento de 79% em um ano.
A Abit chama a atenção ao crescimento das importações, após o fim da “taxa das blusinhas”, para cobrar equivalência tributária e regulatória entre produtos nacionais e importados.
A associação sustenta que a indústria nacional concorre com mercadorias estrangeiras que, especialmente nas remessas de até US$ 50, recebem tratamento tributário mais favorável e não estão submetidas aos mesmos controles e normas trabalhistas, ambientais, sanitárias e de segurança.
“Essa assimetria já cobra um preço elevado.
O aumento das remessas soma-se à forte expansão das importações convencionais e à retração do mercado interno.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.