Com sua adesão, Cury trata Flávio como um ex-corrupto
Augusto Cury entrou na corrida presidencial como algo novo. Saiu como pão dormido. Em 10 de setembro, o escritor disse que não apoiaria Lula "em hipótese alguma". E impôs condições para se unir a Flávio Bolsonaro : "Ele teria que provar que não é corrupto e teria que explicar o Dark Horse".
Apenas 28 dias depois, Cury aderiu à campanha do filho de Bolsonaro. "Não é um cheque em branco", disse. Flávio assinou um documento com oito compromissos. Sólida como gelatina, a lista vai da pacificação do país à revolução da saúde e da educação.
Em setembro, Cury tinha uma avaliação ácida do novo aliado: "A ética de Flávio Bolsonaro é completamente insana e insuportável, zero chance de se alinhar com ele", declarou. O inquérito sobre o Dark Horse, aberto pela PF em julho, continua em andamento. Mas Cury já se deu por satisfeito. Em menos de um mês, passou a tratar o aético como um ex-corrupto. Uma evidência de que, na política, o novo é coisa muito antiga.
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