Ex-ministro da Saúde de Bolsonaro afasta ‘comoção’ sobre Fauci: ‘Flávio se vacinou’
O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, candidato do PL ao Senado na Paraíba, tem no cargo que ocupou de março de 2021 até o último dia do governo de Jair Bolsonaro e na carreira como cardiologista sua principal bandeira para as eleições deste ano.
O médico vai levar para a disputa a defesa de sua gestão pela vacinação contra a covid-19 durante o auge da pandemia e críticas ao trabalho do governo Lula na imunização e na incorporação de remédios ao sistema público.
Queiroga também tem claro um assunto do qual quer passar longe: a “comoção” que figuras de proa do bolsonarismo como o deputado federal Nikolas Ferreira e seu ex-colega Eduardo Bolsonaro causaram em torno da audiência do médico e cientista americano Anthony Fauci no Senado dos Estados Unidos.
Fauci se tornou alvo preferencial da extrema-direita global por ter liderado a resposta de Washington ao coronavírus e, enquanto não havia vacinas disponíveis, defendido o isolamento social e os lockdowns para minimizar a contaminação.
“ Flávio Bolsonaro tem dito de maneira reiterada, desde o primeiro momento em que se lançou candidato à Presidência, que é o Bolsonaro que tomou vacina”, declarou Queiroga a VEJA.
“Agora, com toda essa comoção com o Fauci, ele reafirma a importância da vacinação e fala que a saúde tem que ser discutida sob um prisma técnico.” Continua após a publicidade Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Continua após a publicidade O ex-ministro traça a linha de ataques ao PT: “Se dizia que Bolsonaro atrasava vacinas.
Não foi com eles que a vacina da dengue atrasou mais de um ano? Eles não colocaram nenhum medicamento novo na Farmácia Popular, e nós colocamos cinco.” A audiência no Senado americano ocorreu em um comitê presidido pelo republicano Rand Paul, do estado do Kentucky, que, durante a pandemia, havia alegado, sem apresentar qualquer nesga de evidência, que estudos em Wuhan, na China, financiados pelo instituto liderado por Fauci teriam dado origem ao surto global de covid-19 — algo que o cientista sempre negou.
No depoimento há pouco mais de duas semanas, ele invocou o direito constitucional a não se autoincriminar para não responder a nenhuma das perguntas dos congressistas.
Continua após a publicidade O episódio no Capitólio inflamou o crescente movimento antivacina nos EUA, replicado por Nikolas e Eduardo Bolsonaro a seus seguidores.
Daí, os ataques dos brasileiros a Fauci — que, pelas falas de Queiroga, só atrapalham os candidatos de seu próprio partido.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.