Como o Kindle tenta recuperar a atenção dos leitores na era das distrações
Ler passou a ter formatos diferentes ao longo dos últimos anos.
Desde que dispositivos como os celulares, os tablets e os e-readers se popularizaram, a leitura digital ganhou novos adeptos e se moldou na mudança de comportamento dos leitores.
O Kindle, e-reader da Amazon que está há quase 20 anos no mercado , foi impulsionador dessa nova fase, e hoje assume um papel que vai além de sua tela diferenciada: agora o dispositivo evolui com foco na atenção dos usuários .
O impacto do digital tem efeito direto no crescimento do número de leitores no Brasil.
Em 2025, 18% da população adulta afirmou ter comprado ao menos um livro (digital ou físico) nos últimos 12 meses, um aumento de 2 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Esse dado representa o acréscimo de cerca de 3 milhões de consumidores de livros no país e faz parte do relatório anual publicado pela Câmara Brasileira do Livro .
O interesse pelo hábito de ler, no entanto, enfrenta o desafio constante das distrações.
Um estudo da Amazon, intitulado “Meu Kindle, meu jeito”, revelou um dado curioso: leitores brasileiros chegam a perder mais de 25 horas por ano apenas relendo e reprocessando trechos de livros .
O levantamento, realizado entre fevereiro e março deste ano com dois mil leitores brasileiros acima de 18 anos, detalha que: 67% dos leitores relatam precisar reler páginas para compreender o texto de fato , e 61% culpam as distrações por isso; Cerca de 30% se sentem menos confiantes como leitores e 22% afirmam já ter abandonado livros que estavam gostando por acharem a leitura exigente demais.
Uma das soluções contra o abandono da leitura, encontrada por parte dos leitores adultos (38%), está na adaptação das rotinas para fazer sessões de leitura mais curtas.
E é justamente nesse ponto que o Kindle quer se tornar um verdadeiro "santuário" livre de notificações, na contramão da hiperconectividade de smartphones e tablets, de acordo com Danielle Casotti, head de Dispositivos Amazon no Brasil.
Em entrevista ao Podcast Canaltech , a executiva afirma que o e-reader conquistou espaço no mercado por conta da tecnologia e-ink com milhões de microcápsulas magnéticas da tela, que traz mais conforto visual, mas hoje também se destaca por ser um refúgio do ruído do dia a dia .
“O dispositivo é pensado para a pessoa realmente conseguir ter um tempo para focar quando estiver lendo, desenvolvendo ideias, organizando o pensamento.
Então, é exatamente aí que a gente quer se diferenciar”, explicou Danielle.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.