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A maioria dos RPGs é feito para adolescentes? Criador de Kingdom Come critica fórmulas do gênero e divide jogadores

Hardware.com.br ·
A maioria dos RPGs é feito para adolescentes? Criador de Kingdom Come critica fórmulas do gênero e divide jogadores

Martin Klima, cofundador da Warhorse Studios, acredita que o gênero RPG se tornou excessivamente dependente de histórias previsíveis sobre heróis escolhidos destinados a salvar o mundo.

Em uma entrevista recente ao PC Gamer, o desenvolvedor explicou que a insatisfação com essas narrativas familiares ajudou a inspirar Kingdom Come: Deliverance , que buscou oferecer uma alternativa mais realista aos jogos de RPG tradicionais.

Klima explicou que sempre gostou de RPGs, mas se cansou das fantasias de poder repetitivas que dominam boa parte do gênero.

Para ele, o problema não está necessariamente nessas histórias, mas na insistência dos desenvolvedores em recorrer às mesmas estruturas narrativas, colocando os jogadores repetidamente na posição de salvar o universo, derrotar um mal supremo ou se envolver em tramas românticas previsíveis.

“ Estou realmente entediado e cansado de todos os RPGs em que você é o escolhido, aquele que recebe a grandiosa missão de salvar o universo”, afirmou Klima.

Ele acrescentou que não há nada de errado em uma boa fantasia de poder, mas argumentou que essa fórmula se tornou repetitiva demais.

Kingdom Come: Deliverance nasceu da insatisfação com as convenções dos RPGs Segundo Klima, a ideia por trás de Kingdom Come: Deliverance surgiu da percepção de que muitos jogadores estavam prontos para experimentar algo diferente.

Para ele, RPGs podem facilmente se transformar em experiências previsíveis, estruturadas em torno de recompensas e ciclos de progressão familiares.

Em vez de acompanhar a jornada de um herói excepcionalmente poderoso, Kingdom Come: Deliverance apresenta um cenário medieval mais realista, com ênfase na autenticidade histórica e nas dificuldades enfrentadas por um protagonista comum.

O desenvolvedor acredita que essa abordagem alternativa continua relevante, especialmente porque o público dos videogames envelheceu, enquanto muitos grandes lançamentos ainda apostam em narrativas originalmente concebidas para atrair jogadores mais jovens.

“Os jogos que eram feitos e, de certa forma, ainda são feitos continuam sendo jogos para adolescentes “, afirmou Klima, sugerindo que jogadores na faixa dos 15 aos 19 anos podem se sentir particularmente atraídos por fantasias de poder.

Ele ressaltou, porém, que o público dos videogames amadureceu consideravelmente ao longo dos anos.

O desenvolvedor também antecipou que suas críticas não são uma indireta a nenhum jogo específico.

Grandes franquias da Ubisoft exemplificam o problema Klima também criticou a tendência da indústria de reciclar fórmulas de sucesso, especialmente entre grandes publicadoras que investem pesado em franquias estabelecidas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.hardware.com.br — o conteúdo pertence a Hardware.com.br.

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