Ponte Invisível
Vivências/intervivências entre 10.000 e 8.000 (AEC)* manifestavam-se de forma acolhedora e pluriversal.
As dinâmicas adotadas naquelas sociedades de cunho matrifocal afirmavam que o Ventre da Mãe Terra é Abrigo Ímpar, é Colo Sagrado de acolhimento, sobrevivência e harmonia cósmica.
Não havia divisão de pessoas em classes sociais.
As decisões eram tomadas coletivamente em assembleias tribais.
Inicia-se aí a evolução de sabedorias e culturas intimamente relacionadas a modos de vida dignos e sustentáveis entre a diversidade das espécies – berço da agricultura e de relações indistintas e legitimamente solidárias.
O tempo físico avançara.
Nas contribuições de Sramana*, “A humanidade moderna evoluiu intelectualmente, aprendeu a produzir, competir, acelerar, mas desaprendeu a sentir e a ouvir os chamados da própria alma”.
E, assim, mudanças estruturais invisibilizaram, entorpeceram consciências e impuseram o memoricídio* resultando em conflitos sociais, ambientais, econômicos, religiosos; em barbárie planetária multifacetada a sobrevivências justas e dignas.
Olhares críticos, leituras aprofundadas sobre o ontem e o hoje nos atiçam a consciência, nos cobram justas intervenções e possíveis diálogos fundamentados no Bem-Viver*.
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