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A batalha que já se desenha na direita após fuga de Flávio Bolsonaro, segundo cientista político

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A batalha que já se desenha na direita após fuga de Flávio Bolsonaro, segundo cientista político

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, após a derrota na eleição presidencial, abriu uma disputa pelo comando da direita que vai muito além da sucessão dentro da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na avaliação do cientista político Eduardo José Grin, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), o movimento bolsonarista enfrenta um vácuo de liderança, enquanto nomes como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro buscam espaço em um campo político dividido entre a fidelidade à família Bolsonaro e a necessidade de ampliar alianças.

Em entrevista ao programa VEJA em Foco , apresentado por Marcela Rahal, o especialista afirmou que a disputa está longe de uma definição. (este texto é um resumo do vídeo acima) Por que a saída de Flávio abre uma disputa na direita? Para Grin, a carta em que Flávio Bolsonaro contestou o resultado da eleição pode contribuir para seu isolamento político, mas isso não significa necessariamente a perda de influência do bolsonarismo.

O professor destacou que o movimento mantém uma base ideológica fiel, estimada por ele, a partir de pesquisas, em cerca de 14% a 15% do eleitorado.

Essa parcela, segundo sua análise, dá ao grupo capacidade de pressionar outros setores da direita a aderirem às suas posições.

O problema, avalia, é que o movimento perdeu a referência de uma liderança capaz de coordenar sua atuação nacional.

“Não adianta ter uma grande bancada na Câmara, uma grande bancada no Senado.

Tem que ter alguém que faça esta condução”, afirmou.

Grin concordou com a avaliação apresentada anteriormente no programa de que o bolsonarismo se encontra politicamente órfão.

Para o cientista político, esse cenário abre uma disputa interna não apenas entre possíveis sucessores de Flávio, mas também entre diferentes projetos para o futuro da oposição.

Tarcísio de Freitas será o sucessor natural do bolsonarismo? Embora Tarcísio de Freitas apareça como um dos principais nomes para ocupar esse espaço, Grin considera precipitado tratá-lo como sucessor natural da família Bolsonaro.

O governador de São Paulo, segundo o professor, tenta conciliar o apoio da direita tradicional com a manutenção de vínculos com a base bolsonarista mais radical.

Essa estratégia, porém, envolve contradições que podem dificultar sua afirmação como liderança independente.

Continua após a publicidade Grin lembrou que tentativas anteriores de Tarcísio de ganhar autonomia política provocaram críticas de Eduardo Bolsonaro .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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