‘Não existe liderança EAD’, diz senador e ex-delegado sobre fuga de Flávio
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) criticou a decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil após a derrota na eleição presidencial e colocar-se como líder da oposição a partir dos Estados Unidos.
Em entrevista ao programa VEJA em Foco , apresentado por Marcela Rahal, o parlamentar, que também é ex-delegado de polícia, afirmou que a atitude do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é incompatível com a pretensão de comandar um movimento político.
“Não existe liderança EAD, não existe liderança à distância”, declarou. (este texto é um resumo do vídeo acima) Para Vieira, a justificativa apresentada por Flávio para deixar o país, baseada no argumento de perseguição política e na necessidade de preservar sua liberdade, não corresponde à realidade.
O senador lembrou que o bolsonarismo mantém representantes no Congresso Nacional, além de integrantes da família Bolsonaro que continuam no Brasil.
“Não dá para dizer que o Brasil é uma ditadura e que eu só posso falar se eu fugir do Brasil”, afirmou.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Por que o senador contesta a saída de Flávio Bolsonaro? Na avaliação do parlamentar, não há justificativa política para que Flávio tenha deixado o país.
Vieira argumentou que o senador não é alvo de investigações motivadas por suas posições políticas e mencionou suspeitas relacionadas a episódios anteriores, como lavagem de dinheiro e rachadinhas.
Continua após a publicidade O senador também destacou que outros integrantes da família Bolsonaro e dirigentes partidários permanecem em território brasileiro, assim como uma bancada expressiva de parlamentares ligados ao ex-presidente.
“Então, como é que você está isolado e tem que fugir? Não corresponde à realidade, não bate com a realidade”, questionou.
O que o senador disse sobre a carta de Flávio? Vieira também fez críticas à carta divulgada por Flávio Bolsonaro depois de sua saída do Brasil, na qual o senador contestou o resultado da eleição presidencial.
Segundo o parlamentar do MDB, a primeira versão do documento, em que Flávio se apresentava como presidente eleito, foi particularmente grave.
Continua após a publicidade “Acho que fui a primeira pessoa no plenário a falar sobre ela.
Quando veio a notícia surgindo, num primeiro momento, ela é vergonhosa.
Especialmente a primeira versão, onde ele se declarava presidente eleito”, afirmou.
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