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Vacina contra melanoma ensina corpo a combater câncer, diz médica

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Vacina contra melanoma ensina corpo a combater câncer, diz médica

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A vacina experimental contra melanoma (tipo agressivo de câncer de pele) "ensina" o sistema imunológico a reconhecer e atacar células tumorais, disse a oncologista Clarissa Baldotto no UOL News , do Canal UOL.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, a tecnologia usa material do próprio tumor do paciente e pode reduzir o risco de a doença voltar após a cirurgia. Para a médica, o avanço também abre caminho para estudos em outros tipos de câncer.

Sem dúvida é um motivo para comemorar, não só pelos resultados que nós alcançamos com esse tipo de tumor, mas também pela janela de oportunidade que essa tecnologia abre para desenvolvimento dessa vacina para outros tumores também. Clarissa Baldotto

Toda vacina estimula o seu sistema imunológico a poder reagir contra determinada doença. A vacina pega um pedacinho do tumor do paciente, os cientistas criam essa vacina a partir do pedaço do tumor do paciente e apresentam esse pedacinho do tumor para o sistema imunológico do paciente. A partir daí, o próprio sistema imunológico do paciente ganha capacidade de reconhecer essas células tumorais e matar essas células tumorais. Clarissa Baldotto

Baldotto explicou que, diferentemente de vacinas preventivas contra vírus, a proposta dessa imunização é tratar um tumor que já existiu. A ideia é reforçar a defesa do corpo contra células microscópicas que possam ter ficado após a retirada do melanoma.

Você opera o paciente e, às vezes, sobram células ali, sobra um tumor microscópico que não foi, por algum motivo, retirado pela cirurgia. A vacina vai ajudar porque o sistema imunológico do paciente fica preparado para atacar essas células tumorais no momento que elas comecem a crescer de novo, aumentando as chances do paciente ficar livre da doença e eventualmente ficar curado. Clarissa Baldotto

Questionada sobre o estágio das pesquisas, a médica disse que os resultados recentes se somam a uma evolução mais ampla nos tratamentos. Ela citou o próprio melanoma como exemplo de câncer que mudou de patamar com a imunoterapia.

O melanoma é um tumor que, há 15, 20 anos, nós praticamente não tínhamos tratamento. E hoje nós temos pacientes até com metástase, que é aquela que conceitualmente o paciente não teria possibilidade de cura, que consegue estar curado da doença com esse tratamento de imunoterapia. Clarissa Baldotto

Leonardo Sakamoto perguntou quando uma vacina desse tipo poderia chegar ao SUS. Baldotto afirmou que, se os dados de um estudo de fase 3 se confirmarem na apresentação oficial e publicação, o produto desenvolvido pela farmacêutica Moderna pode ser submetido para aprovação e chegar antes ao mercado do que ao sistema público.

Se realmente os dados que eles apresentaram forem reais e muito positivos, a rigor já pode ser submetido para aprovação. A Anvisa, o FDA já pode receber o pedido de aprovação para que possa ser comercializada. Agora, até chegar no sistema único depende de acesso ao custo do medicamento, que normalmente tem um alto custo, e esse tempo pode ser bem mais longo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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