Corais mostram que El Niño está ficando mais forte com mudanças climáticas
Um estudo publicado na última semana na revista científica Science estudou corais para mostrar que o El Niño está ficando mais frequente e mais forte por causa das mudanças climáticas .
Os cientistas descobriram que as variações de temperatura nos corais de Galápagos aumentaram 36% nos últimos 40 anos.
Foram analisados fósseis e esqueletos de corais para remontar a situação da superfície do mar nos últimos mil anos .
A pesquisa descobriu que o último século teve El Niños fortes com mais frequência do que antes da Revolução Industrial , quando gases gerados por humanos começaram a esquentar o planeta.
O El Niño de 2026, por exemplo, é o terceiro evento forte em apenas 11 anos, algo que nunca aconteceu antes.
O fenômeno aquece as águas do Pacífico, mudando os ventos e a formação de chuva — no Brasil, as chuvas podem se tornar mais fortes; as ondas de calor, mais frequentes; e o clima, mais seco.
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Nos últimos 150 anos, o fenômeno ocorreu quatro vezes — estima-se que, em 2026, acontecerá novamente.
Como os corais podem contar a história dos mares Corais são particularmente úteis para entender a temperatura dos mares, pois relatam, mês a mês, o crescimento e mudanças dos animais.
Eles constroem seus esqueletos com o carbonato de cálcio presente na água ao redor.
Quando a água está mais quente, o carbonato captura menos átomos de estrôncio, que são medidos pelos cientistas.
Ainda é considerada a quantidade de oxigênio pesado, que também indica a temperatura da água.
Os corais de Galápagos são duplamente especiais, pois o Pacífico é considerado o “coração” do El Niño, onde o oceano se aquece para que o fenômeno comece.
“Este sistema é a maior fonte de extremos climáticos em nosso planeta.
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