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Diagnóstico de esclerose múltipla atrasa e agrava a doença

IstoÉ ·

Cerca de um quarto dos pacientes com esclerose múltipla enfrenta uma demora superior a cinco anos para receber o diagnóstico correto, um fator que contribui para a progressão da doença.

O dado alarmante foi revelado por uma pesquisa da HSR Health, em colaboração com a Roche Farma, e divulgado pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) nesta sexta-feira (28).

O diagnóstico de esclerose múltipla atrasa para cerca de um quarto dos pacientes, superando cinco anos e favorecendo a progressão da enfermidade.

Mais da metade dos entrevistados recebeu diagnósticos incorretos antes da confirmação da esclerose múltipla, com 14,1% esperando uma década ou mais.

A agilidade no diagnóstico é fundamental para evitar danos permanentes e a progressão da incapacidade, conforme alertam especialistas.

Mais da metade dos entrevistados (56,8%) recebeu um diagnóstico incorreto antes da confirmação da esclerose múltipla.

Além disso, 26,6% esperaram mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo, e 14,1% levaram uma década ou mais entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença .

De acordo com o neurologista Rodrigo Kleinpaul, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a agilidade no diagnóstico é importante para retardar danos permanentes que possam ser causados pela doença .

“Chega o momento em que esse dano no cérebro ou na medula vai diminuindo a reserva que o paciente tem, aquela reserva funcional.

E começa o que a gente chama de progressão de incapacidade e isso pode levar o paciente a ficar com incapacidade definitiva”, disse Kleinpaul.

“A gente viu que o paciente passa, mais ou menos, por até quatro médicos diferentes e demora, em média, três anos para ter o diagnóstico correto”.

Segundo a pesquisa, para 36% dos entrevistados, a principal barreira até o diagnóstico são os médicos e profissionais de saúde e, para 23%, são exames e investigações, como a ressonância magnética, que é um procedimento de custo mais alto.

Outros 18% apontaram a própria demora do diagnóstico, enquanto 12% indicaram os custos no acesso ao diagnóstico correto.

Por que o diagnóstico precoce é crucial na esclerose múltipla? Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.

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