Ibovespa cai 0,56% com cautela política, mas garante 4ª semana seguida de alta
Ibovespa cai 0,56% com cautela política, mas garante 4ª semana seguida de alta O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (11) em queda de 0,56%, aos 187.206,89 pontos, em uma sessão marcada pela busca por proteção antes do fim de semana, pelo noticiário político e pelos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.
Apesar da baixa, o índice acumulou alta de 1,11% na semana, a quarta valorização semanal consecutiva.
Ao longo do pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 186.207,69 pontos e 188.586,47 pontos .
A cautela ganhou força à tarde após a decisão que determinou a retirada do sigilo de documentos relacionados às investigações do Banco Master, diante da percepção de que novos desdobramentos poderiam afetar a corrida presidencial.
Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, destaca que o mercado brasileiro ficou na contramão do exterior.
“O Ibovespa, por outro lado, fica na contramão da alta das bolsas em Nova York e na Europa.
O índice cai desde cedo e renova mínimas à tarde, pressionado principalmente pela queda do petróleo e do minério de ferro, além dos mesmos ruídos políticos que pesam sobre o câmbio.” IPCA reforça aposta em corte da Selic No campo econômico, o IPCA caiu 0,32% em agosto , após alta de 0,07% em julho, e acumulou avanço de 4,22% em 12 meses.
O resultado veio abaixo das expectativas e fortaleceu a leitura de que o Banco Central pode realizar mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima semana.
Nos Estados Unidos, o CPI avançou 0,4% no mês e 3,4% em 12 meses .
Apesar de o índice cheio ter vindo dentro do esperado, a persistência da inflação reforçou as apostas de alta dos juros pelo Federal Reserve.
“O núcleo um pouco mais alto reforça as apostas de que o Fed pode subir juros na reunião da semana que vem”, afirma Kayo.
Cotação do dólar hoje Dólar comercial: alta de 0,47%, a R$ 5,1252 .
A moeda chegou a cair durante a manhã, favorecida pelo recuo do petróleo e dos juros americanos, mas inverteu o sinal diante da piora do noticiário político.
Segundo Kayo, “a moeda passa a maior parte do início da tarde mais estável, antes de ganhar força e reverter o movimento, com o mercado elevando a cautela diante do noticiário político”.
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