O que Lula já prometeu para a economia se conquistar a reeleição
O programa econômico de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um novo mandato mantém boa parte das políticas adotadas desde 2023.
O documento registrado no Tribunal Superior Eleitoral prevê continuidade do arcabouço fiscal, investimentos públicos, política industrial, valorização real do salário mínimo e implementação da reforma tributária.
Nos primeiros dias do segundo turno, o governo passou a colocar números em algumas dessas diretrizes e acelerou pautas com impacto econômico e trabalhista, especialmente o ajuste das contas públicas e o fim da escala 6×1.
O plano oficial menciona responsabilidade fiscal, Novo PAC, Nova Indústria Brasil, Plano de Transformação Ecológica, crédito para pequenas empresas, renegociação de dívidas e manutenção da política de ganho real do salário mínimo.
Trajetória das contas públicas O documento de campanha defende a continuidade do arcabouço fiscal, sem propor a substituição da regra aprovada no atual mandato.
Nesta segunda-feira (13), o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, apresentou uma trajetória mais específica para um eventual novo governo.
Segundo ele, a intenção é passar de um déficit equivalente a 0,5% do PIB em 2026 para superávit de 1,5% do PIB em 2030.
O ajuste seria distribuído ao longo dos quatro anos e dependeria da desaceleração do crescimento das despesas obrigatórias.
A estratégia difere da proposta de um corte mais concentrado no início do mandato, discutida pela equipe de Flávio.
Lula mantém a opção por ajuste gradual dentro do atual modelo fiscal.
Leia também Lula anuncia “Pix MEI”, que vai conceder até R$ 5 mil para empreendedores Presidente também anunciou medidas de créditos e perdão de dívidas do microempreendedor Lula ou Flávio: como a eleição brasileira pode redesenhar a América Latina Continente vive ascensão de programas políticas de direita e modula política externa à Casa Branca 6×1 saiu do plano e foi para votação O fim da escala 6×1 já consta expressamente no programa registrado no TSE, juntamente com a redução da jornada semanal para 40 horas.
No segundo turno, a proposta passou de promessa de campanha para prioridade legislativa.
Lula anunciou acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar votar antes de 25 de outubro a PEC que reduz a jornada de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de descanso por semana, sem redução salarial.
O texto já foi aprovado pela Câmara e precisa de 49 votos no Senado em duas votações.
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