Cientistas datam, pela 1ª vez, sinais de vida de 3,5 bilhões de anos
Cientistas conseguiram datar diretamente uma das evidências mais antigas de vida na Terra.
A análise de uma formação rochosa no leste da Índia indica que comunidades de microrganismos já existiam há cerca de 3,5 bilhões de anos , período em que o planeta ainda tinha pouco oxigênio e apresentava intensa atividade vulcânica.
O estudo, publicado em 19 de junho na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), analisou o chert de Bhitardari, uma rocha rica em sílica localizada no Cráton de Singhbhum , uma das regiões mais antigas da crosta continental preservadas no planeta.
A principal diferença em relação a outras descobertas está na datação.
Possíveis vestígios de vida ainda mais antigos já foram descritos, mas muitas estimativas dependem da idade das formações geológicas próximas.
No novo trabalho, os pesquisadores encontraram cristais de zircão associados às próprias camadas que preservam o carbono interpretado como biológico , o que permitiu estabelecer uma relação mais direta entre a idade da rocha e a antiga atividade microbiana.
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A organização é compatível com os chamados tapetes microbianos, comunidades de microrganismos que crescem formando diferentes camadas.
Como a presença de carbono, por si só, não comprova a existência de organismos , os cientistas analisaram a estrutura e a composição química do material.
Uma técnica chamada espectroscopia Raman, que usa luz, indicou que o carbono das camadas fazia parte da rocha e havia resistido às transformações geológicas sofridas ao longo de bilhões de anos.
A combinação entre a organização das camadas, a composição isotópica e as características do carbono levou os pesquisadores a interpretar o material como remanescente de uma antiga comunidade microbiana.
A idade foi determinada a partir dos pequenos cristais de zircão encontrados nas camadas da formação.
O mineral funciona como um relógio geológico porque incorpora urânio durante a formação e, com o passar do tempo, o elemento sofre decaimento radioativo e se transforma em chumbo.
A proporção entre os dois permite calcular a idade do cristal.
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