'Ajuda urgente!': fãs de Lito Sousa fazem mutirão em perfil de farmacêutica por vaga em estudo
Brasileiros se mobilizaram nas redes sociais para tentar conseguir uma vaga para o piloto e influenciador Lito Sousa em pesquisas experimentais contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma enfermidade neurodegenerativa rara e de rápida progressão. A campanha ganhou força depois que Mila Seidl, mulher de Lito, relatou a piora do quadro do marido e pediu ajuda para encontrar uma possibilidade de tratamento.
A mobilização chegou ao perfil da Ionis Pharmaceuticals, empresa que desenvolve o ION717, medicamento experimental ainda em fase de pesquisas para a doença. Entre os mais de 25 mil comentários na última publicação da farmacêutica, usuários passaram a marcar o perfil de Lito e pedir que o caso dele fosse considerado para o estudo. "Por favor, deem uma olhada em @lito. Ele foi diagnosticado recentemente com a doença de Creutzfeldt-Jakob", escreveu um internauta.
"Se houver alguma possibilidade de antecipar a posição dele na fila da pesquisa, por favor, façam isso", comentou outro usuário.
A própria família também passou a usar as redes sociais para buscar apoio. "Preciso de uma ajuda urgente!", publicou o perfil de Lito. Mila, por sua vez, explicou que decidiu tornar público o pedido diante da velocidade com que o marido vem perdendo movimentos e, mais recentemente, parte da visão.
"Eu tenho 0% de chance, mas se tiver 1%, em qualquer lugar, queremos isso", afirmou Mila. A mobilização não se restringe à Ionis. A família de Lito também tenta obter uma vaga em uma pesquisa ligada à Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Segundo Mila, o estudo só deverá abrir vaga para novos participantes em 20 de outubro.
"A cabeça dele está íntegra. Íntegra. Isso, por si só, já é um milagre. É só o corpo físico que está ficando cada dia mais debilitado", disse Mila.
"(A cabeça está) tão íntegra que o médico orientou que ele aproveitasse essa janela, que a gente não sabe de quanto tempo é, para falar, para planejar, para aproveitar", relatou.
Entre as alterações, a pesquisa passou a prever a inclusão de cerca de 20 participantes adicionais com doença priônica sintomática. A empresa também ampliou de 70 para 142 semanas o período de acompanhamento dos participantes que permanecerem no estudo.
A Ionis afirmou que os primeiros dados apresentaram "sinais encorajadores" sobre a segurança do medicamento e indicaram que o ION717 estava atuando sobre a proteína relacionada à doença. A empresa, porém, deixou claro que os resultados ainda não permitem concluir que o medicamento seja eficaz ou que sua segurança e tolerabilidade estejam comprovadas.
O desfecho primário do estudo está previsto para fevereiro de 2027. A data, segundo a farmacêutica, pode mudar conforme o recrutamento avance.
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