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Morte de Jason Arday reacende debate sobre diversidade em universidades britânicas

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Morte de Jason Arday reacende debate sobre diversidade em universidades britânicas

A morte trágica de Jason Arday, que se tornou o professor negro mais jovem em Cambridge, reacendeu o debate sobre a falta de diversidade nas universidades britânicas, onde os acadêmicos negros seguem sendo uma minoria ínfima.

No final de 2024, o Reino Unido contava com 270 professores universitários negros, aproximadamente 1% dos docentes e pesquisadores titulares do país.

Embora atualmente as universidades acolham um número maior de estudantes de origens diversas, o corpo docente segue "dominado por homens brancos", diz à AFP Robin Cohen, professor de Estudos do Desenvolvimento da Universidade de Oxford e especialista em questões de diversidade.

Desde que Jason Arday foi acusado de plágio em sua tese de doutorado e surgiram dúvidas sobre a veracidade de alguns aspectos de sua trajetória pessoal, vários comentaristas conservadores britânicos e americanos imediatamente questionaram as políticas de Igualdade, Diversidade e Inclusão (EDI, na sigla em inglês) que, segundo eles, favoreceriam candidatos pertencentes a minorias em detrimento de candidatos brancos.

"Como professor negro no Reino Unido, estou acostumado a ver muito preconceito em torno da discriminação positiva", diz à AFP Steven Spoel, professor de Biologia na Universidade de Edimburgo.

"Acho que muitos acadêmicos negros têm a sensação de estar sendo vigiados e que sua legitimidade está sendo questionada", acrescenta.

O sentimento é compartilhado por Michael Bankole, professor de Ciência Política no King's College de Londres.

"Tem-se a sensação de que Jason foi usado para demonstrar que os pesquisadores negros, quando alcançam estes tipos de cargos, não os merecem" e "para atacar as políticas de diversidade", diz Bankole à AFP.

Arday, de 41 anos, foi encontrado morto na sexta-feira em sua residência em Londres nove dias depois de ter se demitido por causa destas acusações.

A polícia descartou circunstâncias suspeitas, sem mencionar abertamente a possibilidade de suicídio.

A família de Arday acusa seus críticos de terem realizado uma "campanha de assédio" contra ele, enquanto o prefeito de Londres, Sadiq Khan, de esquerda, considerou que ele sofreu "uma humilhação pública".

O Runnymede Trust, centro de estudos dedicado à igualdade racial do qual Jason Arday foi administrador, considera que os pesquisadores negros são "ao mesmo tempo excluídos e considerados exceções" dentro da educação superior britânica.

Em um comunicado, este centro denuncia uma "ofensiva ideológica" contra a diversidade que se "intensificou nos últimos anos".

Segundo Robin Cohen, a polêmica foi ampliada pela onda de repúdio às políticas de diversidade nos Estados Unidos, impulsionada principalmente pela direita conservadora.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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