Governador do Maranhão pede ao STF suspensão de inquérito relatado por Flávio Dino
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O governador do Maranhão, Carlos Brandão, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão da investigação relatada pelo ministro Flávio Dino que resultou no afastamento de Daniel Brandão, presidente do Tribunal de Contas do Estado , nesta segunda-feira (17).
Daniel é sobrinho do governador, e ambos são alvo de apurações da Polícia Federal relacionadas a suspeitas de cobranças de propina que resultaram em um homicídio em 2022, em São Luís.
Antes de ingressar no Supremo, Dino governou o Maranhão e Brandão era seu vice. Os antigos aliados do ministro do STF, porém, romperam com o grupo do governador e estão lados opostos na eleição deste ano.
A defesa de Brandão pediu que o STF suspenda o inquérito da Polícia Federal sobre Brandão e que o caso seja enviado à PGR (Procuradoria-Geral da República) ou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde os governadores têm foro especial.
A defesa de outro alvo dos inquéritos relatados por Dino, Raimundo Cutrim, pediu ao STF que Dino seja impedido de analisar o caso relacionado ao Maranhão. Raimundo é ex-secretário de Segurança Pública e está em prisão domiciliar por ordem do ministro por suspeita de envolvimento no caso.
Ele diz que Dino é "diretamente interessado" na investigação, já que um outro inquérito relatado por Alexandre de Moraes aponta suspeitas de que Cutrim o perseguiria.
O pedido de Brandão ainda não foi distribuído a um relator no STF. O de Cutrim foi enviado para o presidente do STF, Edson Fachin, que ainda não despachou sobre o caso.
Os inquéritos se tornaram ponto central da disputa eleitoral no Maranhão por envolver adversários do antigo grupo político de Dino.
O assassinato em São Luís que deu início ao caso, do empresário João Bosco Sobrinho, ocorreu em 2022. Antes de a ação chegar ao STF, um homem chamado Gilbson Cutrim foi considerado executor do crime pela Justiça maranhense e condenado a 13 anos de prisão.
O caso, que estava aberto no STJ, apurava se o assassinato de Bosco Sobrinho estaria ligado a essa suposta cobrança de propina por Daniel Brandão. Em novembro de 2025, houve suspeitas de que o senador Weverton Rocha ( PDT -MA) tentou interferir na investigação, e o caso foi para o Supremo.
A PF também apura se o assassinato teria relação com suspeitas de desvios de emendas parlamentares de contratos firmados no Maranhão.
O governador Carlos Brandão é investigado como suposto líder de organização criminosa. Weverton e Brandão negam ter cometido qualquer irregularidade.
Em depoimento à PF relacionado ao caso, segundo o UOL , Gilbson Cutrim disse que levava propina para o grupo do governador "dentro do palácio" do governo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.