Justiça concede prisão domiciliar para ex-diretor da Santa Casa preso por suspeita de desvio milionário
Ex-presidente da Santa Casa admite que contrato foi mantido após alerta de inconsistências A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu prisão domiciliar ao ex-diretor administrativo e financeiro da Santa Casa de Campo Grande, Rinaldo Hakme Romano, investigado por supostas fraudes contratuais na Santa Casa de Campo Grande. 🔎O ex-diretor, a presidente da Santa Casa, Alir Terra, e outras seis pessoas com vínculo ao hospital foram presos no dia 11 de setembro de 2026.
As prisões ocorreram na operação Antidotum, que apura a suposta existência de fraudes e desvios de dinheiro em contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, em que ocorreram pagamentos de valores elevados sem a devida contraprestação de serviços.
A decisão foi proferida pela 5ª Vara Criminal de Campo Grande, que negou o pedido de liberdade, mas autorizou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar humanitária devido às condições de saúde do investigado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo a decisão, a defesa argumentou que Romano tem histórico de câncer de tireoide, passou por cirurgia para retirada da glândula em 2023 e depende de reposição hormonal contínua, além de acompanhamento especializado.
O juiz considerou que a unidade prisional tem limitações para garantir o tratamento médico adequado e o monitoramento necessário do quadro clínico.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) se manifestou pela manutenção da prisão preventiva.
Para o órgão, a medida era necessária para preservar a ordem pública e evitar riscos à investigação.
Apesar disso, o magistrado entendeu que as condições de saúde justificam a adoção da prisão domiciliar, sem afastar as cautelares impostas para garantir o andamento do processo.
O g1 não localizou a defesa de Rinaldo Hakme Romano até a última atualização desta reportagem.
O que apura a Operação Antidotum A Operação Antidotum investiga supostas irregularidades na contratação e na execução de serviços da empresa Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda. pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande.
De acordo com a denúncia, sete pessoas são acusadas de participação em um esquema que envolveria irregularidades contratuais, movimentações financeiras suspeitas e atuação coordenada entre dirigentes da instituição e empresas privadas.
Entre as acusações atribuídas a Rinaldo Hakme Romano está a participação na formalização do contrato investigado, na condução de procedimentos relacionados à execução contratual e na autorização de pagamentos à empresa.
As investigações também apontam supostas tratativas entre o ex-diretor e empresários antes da assinatura do contrato.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.