PF investiga deputado do PL por invasão e destruição de materiais em universidade
A Polícia Federal (PF) investiga o deputado estadual Marcinho Belota (PL) e a blogueira e ex-candidata a deputada federal Athally Albuquerque (Republicanos) por invadirem o bloco de Direito da Universidade Federal de Roraima (UFRR), em Boa Vista, e destruírem panfletos contra Flávio Bolsonaro (PL) produzidos por estudantes na última sexta-feira (16).
A ação foi gravada em vídeo pelos próprios alunos, que afirmam ter sofrido provocações para gerar confronto físico.
O Ministério Público Federal (MPF) confirmou que recebeu denúncia sobre o caso, e a UFRR repudiou os atos e acionou medidas legais e judiciais contra os envolvidos.
As versões dos envolvidos e a posição da UFRR Belota e Albuquerque alegaram que os panfletos continham “fake news” e que a propaganda eleitoral dos estudantes era irregular, por citar o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O deputado afirmou que buscou a reitoria antes de ir ao bloco de Direito, declarando ter “entrado em contato com o reitor e, por sua orientação, procurado o setor jurídico da UFRR”.
Athally Albuquerque sustentou que a ação foi pacífica e que o grupo “foi informado de que poderia acessar as dependências universitárias para verificar as denúncias”.
A versão dos dois, porém, contrasta com o que apurou a Coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles : segundo denúncias recebidas pelo MPF, o reitor analisou os panfletos e afirmou que o material estava dentro dos limites permitidos pela legislação eleitoral.
Mesmo após essa manifestação, e sem qualquer determinação da Justiça Eleitoral, Belota e Albuquerque foram ao bloco de Direito e destruíram os materiais.
Em nota, a UFRR afirma que “nenhuma pessoa ou grupo está autorizado a substituir o debate democrático pela invasão, pela força, pela intimidação ou pela destruição.” Outras invasões Os episódios não se limitaram ao dia 16.
No dia seguinte, 17 de outubro , um segundo grupo invadiu o Centro de Ciências Humanas (CCH) da UFRR.
Diante das duas ocorrências, a reitoria solicitou reforço de segurança no campus Paricarana, pedindo apoio da PF, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional.
A Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR) informou que ainda não recebeu denúncia formal sobre a conduta do deputado e que, se acionada, avaliará se o comportamento de Belota configura quebra de decoro parlamentar, ressaltando que não antecipará julgamentos.
O deputado acumula outros problemas com a lei.
Segundo apuração do Metrópoles , um advogado registrou boletim de ocorrência contra Belota após uma discussão ocorrida na UFRR no mesmo dia da destruição dos panfletos.
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