Juros dos EUA batem máxima em 24 anos e acendem alerta, mostra análise
Juros dos EUA batem máxima em 24 anos e acendem alerta, mostra análise Os títulos públicos norte-americanos passaram a cobrar mais caro pela desconfiança nas contas do país.
Os juros dos Estados Unidos de 30 anos ultrapassaram 5,30% e alcançaram o maior patamar desde 2002, segundo análise da XP assinada pelos economistas Caio Megale, Rodolfo Margato, Tiago Sbardelotto, Alexandre Maluf, Basiliki Litvac e Luíza Pinese, com participação de Henrique Raguza.
A pressão levou o Tesouro norte-americano a anunciar que, no mínimo, dobrará as recompras de títulos de dez e 30 anos.
A medida busca conter os custos de captação de longo prazo e começará em 9 de setembro.
Duas semanas antes, o calendário previa operações de até US$ 14 bilhões nesses vencimentos.
Juros dos Estados Unidos refletem preocupação fiscal A análise aponta que a situação fiscal norte-americana permanece no centro das atenções.
O aumento das recompras procura oferecer liquidez ao mercado e aliviar a pressão sobre os títulos de longo prazo.
O cenário também é acompanhado por uma postura mais cautelosa do Federal Reserve.
A ata da última reunião mostrou que vários dirigentes defenderam uma alta dos juros ou indicaram que o aperto poderá ser necessário caso a inflação não recue.
A taxa de referência foi mantida entre 3,50% e 3,75%, mas três dos nove integrantes votaram por uma elevação de 0,25 ponto percentual.
Atualmente, o mercado precifica um aumento dessa magnitude até o final de 2026.
Petróleo aumenta a pressão As tensões no Oriente Médio adicionaram incerteza ao cenário.
O fluxo pelo Estreito de Ormuz permanece praticamente paralisado, enquanto ataques dos rebeldes houthis ampliaram os riscos sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, outra rota importante para o transporte de petróleo e gás natural.
Com a deterioração das perspectivas de extensão do acordo entre Estados Unidos e Irã, o petróleo Brent subiu 7% na semana e chegou a US$ 94 por barril.
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