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Economia

Impasse político leva STF a bater recorde de tempo com um integrante a menos na Corte

InfoMoney ·
Impasse político leva STF a bater recorde de tempo com um integrante a menos na Corte

O Supremo Tribunal Federal (STF) ultrapassou a marca de nove meses funcionando com apenas dez ministros e já registra o mais longo período sem sua composição completa desde a redemocratização.

A vacância, aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso e mantida após a rejeição , pelo Senado, da indicação de Jorge Messias feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já produz reflexos concretos no funcionamento da Corte.

Nos bastidores, ministros afirmam que a ausência de um integrante amplia o peso de cada voto, aumenta o risco de empates e contribui para o acúmulo de processos que aguardam uma definição — até o momento, 19 ações estão numa espécie de limbo no plenário aguardando um novo nome.

Até então, o período mais longo de vacância desde a redemocratização havia sido registrado entre agosto de 2014 e maio de 2015, quando a cadeira deixada por Joaquim Barbosa permaneceu aberta até a posse de Edson Fachin.

Na ocasião, a demora decorreu da decisão da então presidente Dilma Rousseff de postergar a indicação do novo ministro.

Leia também Lula ou Flávio terá de “ceder cada vez mais” ao Congresso, diz cientista político Para Carlos Melo, fortalecimento do Legislativo limita poder de agenda do próximo presidente e deve tornar governabilidade mais cara Lula diz querer quarto mandato para impedir volta de direita que ‘ria de asfixiados’ Lançamento da campanha petista ocorreu neste domingo em São Bernardo do Campo, São Paulo O cenário atual, porém, é diferente.

Lula chegou a indicar Messias pouco mais de um mês após a saída de Barroso, mas o nome foi rejeitado pelo Senado em 29 de abril.

Desde então, a sucessão ficou travada em meio ao impasse político entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que somente agora passaram a ensaiar uma reaproximação após três encontros em uma semana.

Integrantes do Supremo já trabalham com a expectativa de que o tema só seja retomado após as eleições presidenciais.

No fim de maio, Lula afirmou que voltará a indicar o AGU para a vaga aberta ao Senado .

Segundo o presidente, a nova indicação será feita em defesa da prerrogativa constitucional do presidente da República de escolher os ministros da Corte.

Durante um discurso, o petista afirmou ter ficado “triste” com a derrota de Messias no Senado e disse que o advogado não foi rejeitado por falta de qualificação técnica ou por qualquer questionamento relacionado à sua conduta. — Eu vou mandar o Messias outra vez.

E vou mandar por respeito à função presidencial.

Sou eu que indico — declarou o presidente.

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