Dólar recua no mercado à vista com commodities em alta e foco no quadro fiscal
O dólar à vista passou a cair com mais força na manhã desta quarta-feira (28), depois de oscilar entre leves altas e baixas no início do pregão.
Às 10h15, a moeda atingiu a mínima de R$ 5,3206, com recuo de 0,56%.
O movimento acompanhou o comportamento misto da divisa norte-americana no exterior, em um ambiente de alta do minério de ferro e do petróleo e de atenção renovada ao cenário fiscal brasileiro.
No mercado externo, a moeda dos Estados Unidos mostrava desvalorização moderada ante outras divisas latino-americanas.
Segundo analistas, a alta do minério de ferro e do petróleo favoreceu os termos de troca de países exportadores dessas commodities, como o Brasil.
Ao mesmo tempo, o índice DXY operava em acomodação, ainda com viés de alta, após ter alcançado o maior nível em duas semanas frente a uma cesta de seis moedas fortes.
No Brasil, o mercado também acompanhou as discussões em torno da política econômica e fiscal e da formação da equipe econômica do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva para o mandato a partir de 2027.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou na terça-feira (27) que uma proposta de ajuste fiscal não foi discutida no governo, apesar da defesa feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, de um projeto voltado ao centro da meta fiscal.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural No exterior, os rendimentos dos Treasuries de curto prazo subiam moderadamente, enquanto investidores aguardavam uma possível manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) nesta quarta-feira (28) e eventuais sinais do presidente da instituição, Kevin Warsh, sobre os próximos passos.
A expectativa do mercado é de que o comunicado reforce a possibilidade de alta em dezembro.
Já os vencimentos longos dos títulos americanos recuavam, movimento que favoreceu a acomodação da moeda americana mais cedo e a queda posterior.
Entre os indicadores domésticos, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 0,3 ponto em outubro ante setembro, para 91,0 pontos, na quarta queda mensal seguida, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Na média móvel trimestral, o indicador recuou 2,1 pontos, para 92,0 pontos.
No mercado internacional de energia, o petróleo avançava, com o barril do Brent a US$ 111,26, em meio aos riscos para a oferta e ao impasse nas negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio.
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