Famílias entregam DNA na esperança de identificar corpos sem nome
A coleta de DNA é a última esperança para familiares de pessoas desaparecidas localizarem ao menos os corpos dos entes queridos.
A iniciativa busca ampliar a identificação de pessoas desaparecidas e não identificadas por meio do cruzamento de perfis genéticos em bancos nacionais.
“Eu acredito que não encontro mais não, com vida não”.
Esse é o desabafo, seguido de lágrimas, feito pelo pai de Luiz Felipe, de 26 anos.
O mecânico de máquinas agrícolas, de 46 anos, que não quis ser identificado, está entre as quatro famílias que foram até a DHPP na manhã desta segunda-feira (24) para participar do mutirão.
Ele conta que Luiz está desaparecido desde o dia 24 de fevereiro deste ano.
“Eu vi ele nesse dia na oficina porque ele passou lá para me ver e para pegar dinheiro comigo”, explica.
Luiz era usuário de entorpecentes, mas ainda tinha residência fixa, morando com a mãe no São Conrado.
Conforme relatado pelo pai, essa é a primeira vez que ele desaparece.
Além das drogas, o mecânico conta que o filho também é esquizofrênico.
“Já andei bastante.
A gente nunca sabe quando vai se envolver com droga. [...] Eu já tentei internar ele, mas deu nisso aí.
Eu acredito que com a vida que ele está levando, alguém pode ter feito maldade com ele e matado ele”, relata.
Outra família que também esteve nas primeiras horas da ação foi a de Antônio João da Silva, de 61 anos.
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