STF: forte, mas dentro da Constituição
O Brasil ocupa a 78ª posição entre 143 países no Rule of Law Index 2025, do World Justice Project.
O levantamento avalia respeito às leis, limites ao poder, direitos fundamentais e funcionamento da Justiça.
Não é uma posição confortável.
Segurança jurídica significa algo simples: conhecer as regras e confiar que serão cumpridas.
O cidadão precisa disso.
O empresário também.
Ninguém investe com tranquilidade quando as regras podem mudar no meio do jogo.
Nesse cenário, é preciso falar do Supremo Tribunal Federal.
O STF é indispensável à democracia e tem a missão de guardar a Constituição.
Justamente por isso, deveria ser uma das maiores fontes de equilíbrio e segurança institucional do país.
Nos últimos anos, porém, o Tribunal assumiu protagonismo excessivo.
Em diferentes assuntos, suas decisões avançaram sobre espaços próprios do Congresso, do Executivo e até de órgãos de investigação.
O Supremo passou a ocupar espaço demais na vida política brasileira.
O problema não está em contrariar governos ou o Congresso.
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