“Vamos retomar no Paraná a agenda anticorrupção”, diz Moro à CNN
Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (2), o senador e candidato ao governo do Paraná pelo PL (Partido Liberal) , Sergio Moro , defendeu uma administração estadual que foque no combate à corrupção.
Ao mencionar o trabalho em conjunto com aliados de chapa, como Flávio Bolsonaro (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) , candidatos à Presidência e ao Senado, Moro defendeu uma retomada da “agenda anticorrupção” no Paraná.
O ex-juiz busca reafirmar a bandeira de combate ao crime pela qual ficou conhecido durante as investigações da Operação Lava Jato, entre 2014 e 2018, quando investigou um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e empreiteiras.
Leia Mais À CNN, Moro diz esperar que oposição governe o PR se Lula for reeleito CNN Brasil começa série de sabatinas com candidatos ao governo do PR CNN Brasil entrevista Sergio Moro, candidato ao governo do Paraná “Em perspectiva, nas propostas do nosso plano aqui de governo, aliás, tem alguns pontos que para mim são fundamentais e que dizem muito com a minha história.
Nós vamos retomar no Paraná a agenda anticorrupção” , disse.
Entre os planos para a redução dos crimes desse tipo em uma possível gestão, o candidato fala de um estado “totalmente digital e transparente”, com o acesso dos cidadãos a documentos e serviços públicos de forma rápida via aplicativo de celular.
Outro ponto é a implementação de um código de ética da administração pública do estado.
O documento regiria a conduta de servidores públicos como o governador, secretários e outras posições de topo dentro da carreira, a exemplo das diretrizes discutidas hoje no STF (Supremo Tribunal Federal) .
O terceiro aspecto da agenda apresentada por Moro seria a criação de uma agência estadual anticorrupção com um diretor de mandato de quatro anos e uma equipe de servidores públicos focados em identificar fraudes e enriquecimentos ilícitos de outros funcionários públicos.
“Vou colocar nela os melhores servidores públicos do estado do Paraná, gente capaz de identificar fraude em licitação, capaz de identificar enriquecimento ilícito de servidor público para evitar que esses crimes aconteçam.
Mas, se acontecerem, nós podemos tomar as providências rapidamente.
Vamos fazer a nossa lição de casa e eu vou ter um diretor com mandato de quatro anos para que ele possa fazer o seu trabalho sem pressões políticas” , completou.
O senador também aproveitou para exaltar sua atuação durante a Operação Lava Jato, o que classificou como “um salto em matéria de defesa do Estado de Direito “.
Segundo o ex-ministro da Justiça, as ações da época são lembradas pelos eleitores do estado e disse em “retomar esses tempos”.
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