Alepe recebe pedido de impeachment de Priscila Krause após denúncia sobre hospital do marido da vice-governadora de PE
Vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD) Mariana Carvalho/Divulgação Um pedido de impeachment da vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD), foi protocolado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta quinta-feira (20).
A solicitação foi assinada por três deputados estaduais do PSB: Rodrigo Farias, vice-presidente da Casa; Sileno Guedes, presidente da Comissão de Saúde da instituição; e Romero Albuquerque.
Esses parlamentares pediram o impeachment da vice-governadora por causa da denúncia de que ela destinou verbas para um hospital administrado pelo marido (entenda mais abaixo).
A denúncia se baseia também em um relatório feito pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), órgão ligado ao Ministério da Saúde que é responsável por avaliar políticas públicas de saúde e da aplicação dos recursos federais no Sistema Único de Saúde (SUS). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE No pedido, os deputados sinalizam que Priscila Krause e a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, estão ligadas a "atos lesivos ao patrimônio público estadual e federal, concretização de crimes e atos de improbidade".
O g1 solicitou ao governo de Pernambuco um posicionamento sobre as acusações direcionadas à vice-governadora e à secretária de Saúde, além de ter questionado a Alepe quais são os próximos passos e prazos em relação ao pedido de impeachment, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
Agora no g1 Auditoria do DenaSUS A auditoria foi feita na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, no Agreste do estado.
A unidade de saúde tem como administrador e sócio Jorge Branco, marido de Priscila Krause.
O g1 teve acesso ao relatório produzido pelo DenaSUS, que avaliou o hospital no período entre janeiro de 2023 e julho de 2025.
De acordo com o documento, foram encontradas algumas irregularidades na estrutura hospitalar, como: "inconformidades nas áreas de farmácia e armazenamento, com utilização inadequada da sala de preparo e armazenamento impróprio de materiais na farmácia de quimioterapia"; "limitações relacionadas ao espaço físico e à organização da farmácia central"; "fragilidades relacionadas à responsabilidade técnica de enfermagem"; "inadequações na estrutura física do serviço de hemodiálise ainda em processo de adequação, produção de quimioterapia inferior ao parâmetro normativo".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.