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Quase metade das jogadoras de futebol considera se aposentar cedo, diz relatório

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Quase metade das jogadoras de futebol considera se aposentar cedo, diz relatório

A Federação Internacional de Associações de Jogadores Profissionais (Fifpro) divulgou nesta segunda, 12, um relatório sobre as condições de trabalho no futebol feminino.

A elaboração do documento contou com a entrevista de 800 jogadoras e aponta que quase metade das atletas considera se aposentar mais cedo, tendo questões financeiras e de saúde mental como principais motivações.

O relatório Working Conditions in Women’s Football reúne dados coletados desde 2017 e aponta um aumento da média salarial de jogadoras, com triplicação do valor para 2.601 dólares (12.970 reais), ajustado à inflação.

Entre os motivos está o crescimento da receita em campeonatos como a NWSL nos Estados Unidos, que tem sete dos dez times com maiores receitas no mundo.

No entanto, esse crescimento no cenário global é “desigual e fragmentado”, segundo o relatório, exemplificado pela menor mediana de salário mensal de 1.669 dólares (8.320 reais).

Esta diferença significa que a jogadora comum está recebendo menos do que a média indica, e esta métrica cresceu por uma quantidade pequena de atletas que recebem valores altos, concentradas nos clubes e ligas com mais recursos.

Diante deste cenário, 49% das atletas entrevistadas afirmaram na pesquisa que consideram se aposentar cedo, com 59% delas apontando questões financeiras e 46% estresse psicológico.

Continua após a publicidade “A profissionalização do futebol feminino está se acelerando em algumas partes do mundo e, como o nosso relatório destaca, as receitas estão aumentando.

No entanto, o progresso e os benefícios não estão distribuídos de forma igualitária entre as jogadoras ao redor do mundo”, diz Alex Culvin, diretora de Futebol Feminino da Fifpro, em comunicado .

“Longe dos clubes com melhores recursos, há um tema recorrente de precariedade e condições frágeis.” “Há também um desequilíbrio nas condições, não apenas ao redor do globo, mas também dentro das próprias regiões; na Europa, por exemplo, a diferença nos padrões entre o Leste e o Oeste é enorme.

Este é um abismo que precisamos trabalhar duro para diminuir; o crescimento nos mercados mais avançados não pode ficar completamente isolado do restante da indústria”, afirmou Culvin em sua análise do relatório .

Continua após a publicidade Necessidade de proteção A diretora da Fipro indicou a necessidade de proteção das atletas com apoio de todas as partes envolvidas como organizadores de competições e sindicatos para tornar as carreiras das jogadoras mais sustentáveis.

Apenas oito das 30 ligas nacionais analisadas pela pesquisa possuem acordo coletivo com as jogadoras, através dos sindicatos, sobre as condições de trabalho.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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