Projeto cria regras para proteger consumidor de energia solar
O Projeto de Lei 3149/26 institui o Estatuto de Proteção ao Consumidor de Energia Solar, com o objetivo de assegurar estabilidade regulatória, segurança jurídica e proteção econômica a consumidores residenciais, pequenos empreendedores, cooperativas e produtores rurais que investiram em sistemas de geração distribuída.
A proposta é de autoria do deputado José Medeiros (PL-MT) e está em análise na Câmara dos Deputados.
Limites Pelo texto, fica proibida a criação de taxas, encargos ou tarifas compensatórias com efeitos retroativos sobre sistemas de geração distribuída já conectados à rede elétrica.
O projeto determina que contratos de compensação vigentes deverão ser mantidos conforme as condições existentes na data de sua celebração e que nenhuma alteração na regulamentação poderá reduzir direitos econômicos adquiridos sob regime anterior.
A proposta também estabelece que qualquer criação ou aumento de encargos sobre a micro e a minigeração distribuída dependerá de autorização expressa em lei federal específica.
Com isso, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) fica impedida de instituir novas cobranças por meio de atos infralegais que aumentem a carga econômica dos consumidores participantes.
Garantia Para os consumidores que aderirem à geração distribuída, o projeto assegura a manutenção das condições econômicas e regulatórias vigentes na data da conexão do sistema pelo prazo mínimo de 25 anos.
O texto também estabelece que a União deverá promover políticas públicas de incentivo à geração distribuída para aliviar a demanda sobre o sistema elétrico nacional.
Produtor rural A proposta traz dispositivos voltados ao setor agropecuário.
Os produtores rurais enquadrados como consumidores terão proteção especial contra encargos que comprometam a viabilidade econômica dos seus investimentos.
Fica vedada qualquer cobrança adicional específica incidente sobre a energia produzida para consumo próprio nas propriedades rurais.
Proteção O deputado José Medeiros afirma que o projeto busca proteger quem aplicou economias e assumiu financiamentos de longo prazo acreditando na estabilidade das regras.
Ele destaca ainda que a geração distribuída representa uma contribuição voluntária da população para a expansão da infraestrutura energética do país, reduzindo a necessidade de acionamento de usinas termelétricas mais caras e diminuindo perdas na transmissão e na distribuição.
“O cidadão que produz sua própria energia não representa um custo para o Estado.
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