Onde estão os intelectuais?
“Onde estão os nossos intelectuais?”, se interroga Russell Jacoby.
Ele responde que não encontrou muitos, com o critério de “jovens”, abaixo de 45 anos.
A última geração de intelectuais norte-americanos é, segundo ele, os que nasceram nas primeiras décadas do século passado.
Mas, diz ele, a questão não é um lapso moral, mas uma mudança de geração.
Os intelectuais da “última” geração escreviam para o leitor educado, mas foram suplantados por intelectuais high tech, por consultores e professores, almas anônimas, que podem ser competentes e até mais que competentes, mas que não contribuem para a vida pública.
Os intelectuais mais jovens, cujas vidas se desenvolveram quase inteiramente nos campi universitários, se dirigem aos colegas de profissão, mas são inacessíveis para as outras pessoas.
Este é o perigo e a ameaça, diz ele.
A cultura pública depende de um grupo cada vez menor de intelectuais mais velhos que dominam o vernáculo, o qual está rapidamente saindo do alcance de seus sucessores.
A não ser por algumas referências a romancistas que imprimem uma marca no panorama, ele restringe seu relato à não ficção, especialmente literária, ao pensamento social, filosófico e econômico, onde ele acredita ser mais enfática e prejudicial a ruptura de gerações.
Ele exclui a música, a dança, a pintura, a poesia e as outras artes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.