Entre IA e renda fixa: onde os brasileiros estão investindo nos EUA
Julho mostrou duas faces do investidor brasileiro nos Estados Unidos: de um lado, a busca por empresas que podem se beneficiar dos investimentos em infraestrutura para inteligência artificial; de outro, a manutenção de uma parcela do dinheiro em ativos mais conservadores, principalmente títulos do Tesouro americano de curto prazo.
Os rankings de ativos mais negociados pelos clientes de Avenue e Nomad, empresas especializadas em investimento no exterior, mostram ainda uma carteira mais diversificada, que passa por ações americanas, títulos públicos e corporativos, ouro e Bitcoin.
O movimento ocorreu em um mês de maior tensão geopolítica e desempenho mais fraco das bolsas de tecnologia: o Nasdaq recuou 3,2% em julho, enquanto o S&P 500 ficou praticamente estável, com queda de 0,13%.
As ações favoritas Microsoft, Nvidia, Alphabet, Apple, Amazon e Meta colocaram as gigantes de tecnologia entre as ações mais negociadas pelos clientes da Avenue em julho.
A lista, porém, também teve espaço para empresas de setores mais tradicionais, como Coca-Cola e Realty Income, companhia do mercado imobiliário.
Na Nomad, o ranking mostra uma concentração ainda maior em uma das teses associadas à inteligência artificial: memória e armazenamento de dados.
SanDisk ficou em primeiro lugar, seguida pela fabricante de chips Micron Technology e pela Nvidia.
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