Audiência sobre Centro Pop termina sem acordo e impasse no Amambaí continua
Terminou nesta sexta-feira (9) o prazo para que a Prefeitura de Campo Grande apresente sua defesa técnica sobre a instalação do Centro Pop no bairro Amambaí.
A medida ocorre após a audiência de conciliação entre a gestão municipal e os moradores da região ter terminado sem acordo na última segunda-feira (6).
Conforme apurado pelo Campo Grande News , na audiência, a gestão municipal defendeu a manutenção do funcionamento do Centro Pop na região.
A Prefeitura sustentou que a unidade está situada em endereço próprio e alegou que a proximidade com a instituição de ensino não comprova, por si só, qualquer ilegalidade ou risco concreto.
Além disso, o Município afirmou ter intensificado o patrulhamento na área com plantão permanente da Guarda Civil Metropolitana.
Por outro lado, relatos apresentados por moradores que ingressaram com a ação contestam a efetividade das medidas e reforçam que a rotina do bairro sofreu alterações desde o anúncio e a mudança da unidade para o local.
De acordo com o processo, a presença constante da Guarda Civil Metropolitana não tem se confirmado na prática.
Moradores apontam que, após o encerramento do expediente do Centro Pop, dezenas de frequentadores permanecem nos arredores consumindo bebidas alcoólicas e substâncias.
Insegurança e impacto no comércio – A proximidade do Centro Pop com a Escola Municipal José Rodrigues Benfica é um dos pontos centrais do questionamento dos moradores.
Os relatos apontam que alunos e professores têm se mostrado apreensivos com a presença da instituição, com registro de episódios de pessoas em estado de embriaguez ou sob efeito de drogas na calçada da escola.
Há relatos de que, ainda durante o período de reformas do imóvel do Centro Pop, homens chegaram a subir no muro da unidade para abordar estudantes.
O clima de tensão se intensificou com a denúncia de invasão ao prédio escolar, noticiada pelo Campo Grande News no dia 5 de outubro, um dia antes da audiência.
O comércio local também relata prejuízos e medo.
Segundo uma idosa que atende principalmente crianças e estudantes que compram doces e salgados no contraturno, há abordagens ostensivas e agressivas a clientes, além do aumento de furtos na vizinhança, como o furto frequente de hidrômetros de água.
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