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Eleições podem definir futuro das estatais: o que esperar dos dividendos?

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Eleições podem definir futuro das estatais: o que esperar dos dividendos?

Setembro, mês decisivo para as eleições no Brasil, chegou, e com ele a preocupação do mercado com o futuro das empresas controlados pela União e pelos estados.

No caso do investidor focado em dividendos, a atenção se volta para o quanto do fluxo de proventos depende orientacão do futuro governo – entre elas, velhas conhecidas como Petrobras ( PETR4 ), Banco do Brasil ( BBAS3 ), BB Seguridade ( BBSE3 ) e Cemig ( CMIG4 ).

Especialistas apontam que a maior parte dos pagamentos continuará atrelada aos fundamentos econômicos das companhias, embora a influência política siga agindo em definições estratégicas e conselhos de administração.

No entanto, cada caso tem suas particularidades.

Veja como o pleito eleitoral pode mudar os rumos de quatro estatais, e quais estão em situação mais confortável, e o que investidor pode fazer para minimizar riscos nesse momento.

Petrobras: peso dos fundamentos Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, entre 70% e 80% do fluxo ordinário de dividendos da estatal responde a variáveis como preço do petróleo, produção e investimentos.

Os 20% a 30% restantes refletem a orientação política sobre a fatia do lucro distribuída – a taxa chamada de payout .

Leia também: Títulos de longo prazo são armadilha ou o melhor investimento da próxima década? A política atual da petroleira prevê o repasse de 45% do fluxo de caixa livre.

A alteração desse percentual compete ao Conselho de Administração e não exige aprovação em assembleia de acionistas.

Daniel Utsch, gestor da Nero Capital, argumenta que o peso eleitoral sobre a empresa diminuiu.

Na visão dele, a distribuição de proventos responde muito mais a fatores macroeconômicos externos.

“Então é muito mais provável o dividendo ser maior se a situação no Irã piorar e o petróleo ficar entre US$ 120 e US$ 130 do que depender de eleição”, diz.

Os dois especialistas divergem sobre o histórico e a perspectiva de interferência do atual governo.

Lima avalia que a continuidade da gestão atual sinaliza mais investimentos e menor espaço para dividendos extras.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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