Setembro Amarelo: busca por estética acende alerta para dismorfia corporal
No início do Setembro Amarelo, o alerta para o aumento da busca por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas ganha relevância .
Até 24% dos pacientes que procuram esse tipo de intervenção podem apresentar transtorno dismórfico corporal, segundo uma meta-análise publicada no Journal of Cosmetic Dermatology .
O transtorno dismórfico corporal é caracterizado por uma preocupação excessiva com uma ou mais características da aparência.
Para a cirurgiã plástica Carine Barreto , reconhecer sinais do transtorno antes de indicar um procedimento é fundamental para preservar a saúde mental do paciente .
“Existe uma diferença importante entre querer mudar uma característica que incomoda e acreditar que aquela mudança vai resolver todos os problemas da sua vida.
Quando a expectativa em relação à cirurgia deixa de ser realista, o profissional precisa investigar o que está por trás daquele desejo”, explica Carine.
Leia Mais Pacientes com TOC levam quase 7 anos para buscar ajuda; psiquiatra explica Críticas a Ariana Grande reacendem debate sobre transtornos; entenda sinais Redes sociais ampliam desinformação sobre saúde mental, aponta estudo Ainda segundo a médica, alguns comportamentos podem funcionar como sinais de alerta, como a insatisfação desproporcional com uma característica pouco perceptível, a busca repetida por procedimentos , a expectativa de uma transformação completa e a frustração persistente.
Setembro Amarelo: "Se precisar, peça ajuda!" | CNN Brasil “Se o paciente chega acreditando que uma cirurgia vai fazer com que ele finalmente se sinta bonito , aceite o próprio corpo ou deixe de se comparar com outras pessoas, precisamos ter cautela.
Uma cirurgia pode modificar uma característica física, mas não substitui o tratamento de uma condição de saúde mental”, diz Carine.
O que é dismorfia corporal? À CNN Brasil , o cirurgião plástico Alexandre Kataoka explica que a dismorfia corporal se apresenta como um transtorno mental que envolve o foco obsessivo em um defeito que a pessoa considera ter em sua própria aparência.
“Uma das consequências é experimentar muitos procedimentos estéticos em busca do corpo perfeito e a prática de exercícios físicos em excesso “, comenta.
Segundo a psicóloga Fabiane Gonçalves, especialista em saúde mental, a causa é genética e neuroquímica.
No entanto, o ambiente familiar também pode ser um facilitador, assim como os fatores psicológicos e sociais.
Entre os sintomas, está a baixa autoestima, a preocupação exagerada com os defeitos – muitas vezes imaginários – do corpo, o hábito de se olhar no espelho de forma repetitiva, a autocritica e o isolamento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.