Houthis anunciam novo ataque a aeroporto de Riade; governo saudita diz que destruiu míssil
Ataque no aeroporto de Riad deixa 12 mortos e mais de 300 feridos Os Houthis, grupo extremista do Iêmen, afirma ter feito um novo ataque contra o aeroporto de Riade, na capital da Arábia Saudita, nesta segunda-feira (12).
Troca de acusações e ataques A Al Masirah TV, emissora controlada pelos Houthis, grupo extremista do Iêmen, noticiou neste domingo (11) um ataque que, segundo ela, foi realizado pela Arábia Saudita contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, capital ienamita. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ainda não há confirmação oficial nem detalhes sobre o suposto bombardeio.
Pouco depois foi a vez da coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmar que um projétil não identificado atingiu o terminal 4 do Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital saudita, Riade, atingido um dia antes por bombardeio que matou 12 pessoas e feriu mais de 300.
Os Houthis, inclusive, confirmaram a autoria do atentado neste domingo.
Também afirmam ter atacado o aeroporto de Dammam e instalações da Aramco na província oriental da Arábia Saudita durante o dia.
Mais cedo, o grupo extremista havia emitido um alerta de risco para novos ataques a aeroportos da Arábia Saudita e pediu que companhias aéreas, viajantes e funcionários se mantenham afastados.
"Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes contra o uso dos aeroportos e do espaço aéreo saudita, pois são vulneráveis a ataques e se tornaram alvo de operações para nossas forças, com exceção dos aeroportos em Meca e Medina (cidades sagradas).
Instamos a todos a levarem nossos avisos a sério, e a Arábia Saudita é responsável por quaisquer interceptações malsucedidas", diz o post.
O ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, neste sábado, ocorreu por volta das 15h, no horário local, sem que o sistema de alerta de ameaças da Arábia Saudita emitisse qualquer aviso, segundo as informações divulgadas.
Foi o mais mortal desse tipo no reino em mais de uma década e ocorre em meio a uma escalada dos combates entre os houthis, apoiados pelo Irã, e as forças do governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita.
Os Houthis assumiram a autoria do bombardeio.
Segundo o jornal americano The New York Times, Mohammed al-Bukhaiti, uma das principais autoridades do grupo rebelde do Iêmen, afirmou que a ofensiva foi uma retaliação aos bombardeios realizados pela Arábia Saudita contra o território iemenita.
O ataque forçou o fechamento temporário do Aeroporto Internacional Rei Khalid, mas o Ministério da Energia da Arábia Saudita afirmou que uma conferência internacional de energia, planejada há muito tempo, ainda está confirmada para este domingo em Riad.
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