Governo Trump faz operação na casa de deputada democrata por suposta fraude imigratória; parlamentar fala em 'intimidação'
Foto tirada em 28 de janeiro de 2026.
A deputada federal americana Ilhan Omar (Partido Democrata, Minnesota) concede uma entrevista coletiva no Karmel Mall, após as mortes de Renee Nicole Good e Alex Pretti, baleados por agentes federais de imigração, em Minneapolis, Minnesota, Estados Unidos, em 28 de janeiro de 2026.
REUTERS/Brian Snyder Autoridades norte-americanas realizaram na madrugada desta segunda-feira (12) uma operação na residência da deputada federal democrata Ilhan Omar, do estado de Minnesota, na região de Washington.
Omar é uma crítica ferrenha de Donald Trump e tem sido alvo de insultos políticos por parte do presidente republicano.
Uma pessoa a par da investigação afirmou à Reuters que a operação está relacionada a uma suposta fraude imigratória.
Parte da apuração envolveria a documentação de imigração da parlamentar nascida na Somália, preenchida por seu pai, já falecido, quando ela ainda era criança.
Em uma publicação nas redes sociais, Omar afirmou que o governo dos EUA está sendo instrumentalizado para atingir uma inimiga política do presidente.
“Há dez anos, Trump me persegue com mentiras infundadas e campanhas de difamação”, afirmou Omar.
“Esta é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política.
Não serei silenciada.” Outros democratas acusaram Trump e seu governo de abuso de poder.
Omar, de 44 anos, busca um quinto mandato de dois anos na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos nas eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.
Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, disse à Fox Business Network que o Departamento de Justiça está conduzindo a investigação em conjunto com o Departamento de Segurança Interna.
Homan se recusou a fornecer detalhes sobre a investigação criminal em andamento.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, nomeado por Trump, afirmou no mês passado que “alguma coisa iria acontecer” na investigação sobre a entrada da família de Omar nos Estados Unidos.
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