Santa Casa resiste, segue de porta aberta e cheia de “pequenos milagres"
Uma frase marca a passagem de quem caminha pelos corredores da Santa Casa de Campo Grande, a maior unidade hospitalar de Mato Grosso do Sul: “Deus está aqui”.
Diante do volume de pacientes e a gravidade dos casos, não resta dúvida de que o hospital é feito de pequenos milagres.
Se em 11 de setembro, a Santa Casa foi destino para força-tarefa que investiga fraudes milionárias em contratos, na manhã desta segunda-feira (dia 21), o hospital mostra resiliência e segue de portas abertas para salvar vidas.
Numa entrevista marcada pela emoção, Aparecido Gonçalves Vilalba, de 58 anos, era todo gratidão após o transplante de rim que lhe devolveu esperança.
Ele mora em Antônio João e estava hoje no hospital para uma consulta.
“Há três anos e oito meses eu fazia hemodiálise”, conta Aparecido.
Para receber o tratamento, precisava viajar de Antônio João para Ponta Porã.
A viagem era curta, cerca de 45 minutos, mas se tornava penosa diante das fragilidades impostas pelo tratamento.
“Tinha dia que eu estava bem, tinha dia que estava muito ruim.
O sangue precisa passar pela aquela máquina.
Tinha dia que eu chegava, ia direto para a cama e passava o dia todo deitado”, rememora Aparecido.
Mas na noite de 16 de junho, perto das 23h30, ele recebeu a ligação de um anjo.
No caso a médica nefrologista Rafaella Campanholo Grandinete “A doutora Rafaella ligou para mim e disse: “seu Aparecido, saiu um rim para o senhor, o senhor aceita?”.
Aí, ele correu para fazer a melhor viagem da vida.
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