Milho ganha novo mercado em MS com avanço das usinas de etanol
Mato Grosso do Sul está passando por uma mudança na cadeia produtiva do milho com a expansão da indústria de etanol.
Em pouco mais de quatro safras, o Estado saiu de nenhuma usina de etanol de milho em operação para três plantas funcionando em plena capacidade e uma quarta em implantação.
O movimento criou um novo mercado para o grão produzido no Estado e aumentou a participação da indústria na absorção da segunda safra.
O cenário é detalhado em estudo da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), que aponta a verticalização do milho como uma transformação na relação entre produção agrícola, indústria, logística e mercados consumidores.
A chegada das usinas, a partir de 2022, acrescentou um comprador de grande escala dentro do próprio território sul-mato-grossense.
Na safra 2024/2025, o Estado cultivou mais de 2 milhões de hectares de milho e produziu 13,9 milhões de toneladas.
No período, cerca de 2 milhões de toneladas foram exportadas.
Segundo o estudo, os números mostram que existe disponibilidade de matéria-prima para abastecer a expansão da indústria de etanol.
Atualmente, estão em operação a Inpasa, em Dourados, a Inpasa, em Sidrolândia, e a Neomille CerradinhoBio, em Maracaju.
Em Nova Alvorada do Sul, a Atvos Santa Luzia está em construção para receber uma estrutura híbrida, combinando a produção de etanol de cana e de milho.
A proposta prevê acrescentar cerca de 273 milhões de litros de etanol de milho à capacidade da unidade, utilizando períodos de ociosidade relacionados ao ciclo da cana.
Estado já é o segundo maior produtor - O crescimento das usinas acompanha uma expansão nacional da atividade.
De acordo com dados citados no estudo, o Brasil tinha 18 usinas de etanol de milho em operação em 2023.
Na safra 2025/2026, esse número chegou a 29, com projeção de aproximadamente 33 biorrefinarias até o fim do ano.
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