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15 anos de inclusão: como funciona a educação bilíngue para surdos em SP

Revista Fórum ·
15 anos de inclusão: como funciona a educação bilíngue para surdos em SP

A rede municipal de ensino de São Paulo completa 15 anos de Educação Bilíngue para Surdos .

Mais de 1.200 estudantes são atendidos atualmente pela política, que contempla diferentes etapas e modalidades de ensino.

A Educação Bilíngue para Surdos foi instituída em 2011, por meio do Decreto nº 52.785, responsável pela criação das Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS) e por uma nova estrutura de atendimento aos estudantes surdos na capital.

Na proposta adotada pela rede, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ocupa o papel de primeira língua e é utilizada na comunicação e no processo de ensino.

O português é considerado a segunda língua e é trabalhado na forma escrita.

O modelo considera as características linguísticas e culturais da comunidade surda e procura assegurar a participação dos estudantes no Currículo da Cidade.

Leia também: Lideranças nacionais debatem caminhos para um país mais sustentável, competitivo e inclusivo no Brasil 2050 A presença da educação voltada a pessoas surdas na rede municipal, entretanto, é anterior à criação da política bilíngue.

Em 1952, em São Paulo criou-se o Núcleo Educacional para Crianças Surdas Helen Keller , na região central.

Posteriormente, entre 1988 e 1999, cinco escolas específicas foram abertas em outras regiões da cidade para ampliar o atendimento.

Essas unidades deram origem às atuais EMEBS Anne Sullivan, Madre Lucie Bray, Professora Neusa Bassetto, Professora Vera Lucia Aparecida Ribeiro e Professor Mário Pereira Bicudo.

Em 2010, a Secretaria Municipal de Educação (SME ) formou um Grupo de Trabalho para estabelecer orientações para a organização das escolas bilíngues.

As discussões consideraram mudanças na educação e as características linguísticas e culturais da população surda.

No ano seguinte, o trabalho resultou na publicação do Decreto nº 52.785 .

A política municipal também utiliza a pedagogia visual, que leva em consideração a natureza viso-espacial da Libras durante as atividades escolares.

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