EUA retiram Síria da lista de ‘Estados patrocinadores do terrorismo’
O Departamento de Estado norte-americano removeu formalmente a Síria de sua lista de “Estados patrocinadores do terrorismo”, uma decisão anunciada formalmente pelo secretário Marco Rubio nesta segunda-feira (24/08) e que foi classificada pelo presidente sírio Ahmed al-Sharaa como “histórica”. Na prática, Washington revoga a categorização imposta à nação árabe desde 1979, que impunha severas restrições à assistência externa, exportações de defesa e transações financeiras.
A medida também retira a designação como “organização terrorista” do grupo Hay’at Tahrir al-Sham (HTS), um grupo extremista ligado à al-Qaeda que desempenhou papel dominante na formação do novo governo sírio. Washington também prosseguiu para remover o HTS de sua lista de sanções.
Al-Sharaa, que anteriormente liderou o HTS, expressou seus agradecimentos formais por meio de sua conta na rede social X. “Agradeço a Sua Excelência o Presidente Donald Trump por sua decisão histórica”, escreveu.
أهنئ الشعب السوري بإزالة اسم سورية رسميًا من قائمة الدول الراعية للإرهاب، وأشكر فخامة الرئيس دونالد ترامب على هذا القرار التاريخي، وكل الأشقاء والأصدقاء الذين وقفوا مع سورية والسوريين. pic.twitter.com/Nw6B0VROEN
O Ministério das Relações Exteriores da Síria, por sua vez, afirmou que a ação dos Estados Unidos “representa uma mudança importante que abre um novo capítulo nas relações internacionais com a Síria”, acrescentando que a medida “contribuirá para apoiar os esforços de recuperação econômica e criar condições adequadas para a reconstrução e o aumento da estabilidade na Síria e na região”.
A mudança bilateral ocorre após o restabelecimento formal das relações diplomáticas entre Washington e Damasco em 2025, que começou após a visita oficial de Al-Sharaa a Donald Trump na Casa Branca em novembro daquele ano. Anteriormente, em julho de 2025, o governo norte-americano havia encerrado o programa geral de sanções contra a Síria, mantendo apenas medidas restritivas individuais contra o ex-presidente Bashar al-Assad e seus associados diretos.
De acordo com Rubio, a decisão, sujeita a um período de revisão pelo Congresso norte-americano, responde aos compromissos assumidos pelo governo Al-Sharaa de se dissociar do que descreveu como atos de terrorismo internacional. Portanto, com a mais recente medida, apenas Cuba, Irã e Coreia do Norte permanecem arbitrariamente designados por Washington como patrocinadores estatais do terrorismo.
Outro ponto também se relaciona aos esforço mais amplo dos Estados Unidos para aproximar Síria e Israel. A Casa Branca relatou, antes, que Trump instou Al-Sharaa a reconhecer o regime sionista e que o convidou a aderir aos Acordos de Abraão, o marco que, em 2020, levou os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein a estabelecerem relações com Israel.
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