A exigência da Liga das Escolas de Samba que pode mexer com os direitos do consumidores no RJ
Quem comprou uma frisa para o Carnaval de 2027 terá de reunir os seis integrantes do grupo para retirar as pulseiras de acesso à Marquês de Sapucaí.
A exigência que não constava do comunicado de venda divulgado pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) em 9 de setembro.
A regra apresentada pela Ticketmaster impede a retirada parcial ou por terceiros e pode complicar os planos de compradores que chegam ao Rio em datas e horários diferentes.
Grupos de foliões que têm passagens aéreas e hospedagens em horários diversos já se movimentam judicialmente.
Ao anunciar a comercialização, a Liga detalhou a capacidade das frisas, os preços, o limite de compra por CPF e o pagamento exclusivamente por Pix, mas não mencionou a obrigação de comparecimento simultâneo dos seis participantes.
Pela orientação atualmente divulgada, a ausência de um integrante impede que os demais retirem suas pulseiras, mesmo com o espaço integralmente pago.
Continua após a publicidade De olho nisso, o deputado estadual Dionísio Lins (PP), vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), vai encaminhar ofício à direção da entidade e à empresa Ticketmaster, responsável pela venda dos ingressos, cobrando explicações sobre o motivo da nova determinação.
O parlamentar afirma que a mudança de regra após a efetivação da compra fere o Código de Defesa do Consumidor e pedirá uma alternativa que não prejudique o consumidor.
Continua após a publicidade Questionado, o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio (Liesa), Gabriel David, ainda não se manifestou.
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