Presidente do TSE evita comentar crise no Supremo: 'cada agonia no seu tempo'
Ministro Nunes Marques Tiago Côrtes/ g1rr O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, evitou comentar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) durante agenda em Boa Vista, nesta sexta-feira (11).
Em Roraima, Marques conheceu a Ouvidoria Indígena na comunidade Maturuca, na Raposa Serra do Sol.
Também divulgou o projeto que leva a urna eletrônica para esclarecer dúvidas e incentivar o voto de eleitores que não são obrigados a votar, principalmente idosos acima de 70 anos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A crise no STF é uma escalada de conflitos internos e uma "guerra de liminares" entre ministros da Corte, motivada por investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master e pela polarização entre alas lideradas pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Questionado se a crise poderia impactar nas eleições deste ano, Marques falou sobre o TSE.
"Até domingo eu estou me dedicando ao TSE.
Cada agonia ao seu tempo, agora é tratar do eleitorado de Roraima", disse rapidamente, enquanto seguia para agenda no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).
Os principais pontos que definem a crise incluem o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF) e do diretor de inteligência.
Também fazem parte do abalo no Supremo relatórios da PF que citavam uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um relatório que questionou a conduta de Mendonça no inquérito do INSS e do Banco Master.
O presidente do STF, Edson Fachin, adotou uma série de medidas para retomar o controle da Corte, como, por exemplo, anular decisões de Mendonça e assumir a relatoria do Inquérito das Fake News, que estava com Moraes.
A crise no Supremo também conta com o debate sobre o julgamento do "caso Master", sobre se a sessão deve ser pública ou a portas fechadas, e se o material sob sigilo (que inclui conversas de Vorcaro) deve ser anulado, arquivado ou tornado público.
Em setembro de 2027, Fachin encerra o biênio como presidente do STF e o ministro Alexandre de Moraes deve assumir a presidência.
Nesse cenário, o ministro Nunes Marques toma posse como vice-presidente, sendo o próximo sucessor da cadeira.
Contudo, em meio à crise, ele escolhe esperar sem fazer comentários.
Agenda em Roraima Marques conheceu no Maturuca a Ouvidoria dos Povos Indígenas, uma iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) para que indígenas possam fazer sugestões, registrar críticas e elogios sobre os serviços oferecidos pelo TRE-RR.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Roraima.