O algoritmo da vibração: como o Jungle encontrou no Brasil a sua frequência mais pura
Jungle | Foto por Mason Rose Existe uma teoria física – e ligeiramente poética – de que a luz não é apenas uma coisa estática, mas sim um feixe ininterrupto de partículas e ondas em movimento.
Se você tentar aplicar essa mesma lógica à música, poucas bandas no mundo moderno fazem tanto sentido sob essa ótica quanto o Jungle .
Desde que surgiram em Londres há pouco mais de uma década, Tom McFarland e Josh Lloyd-Watson (hoje oficialmente acompanhados pela cantora e multi-instrumentista Lydia Kitto ) vêm aperfeiçoando uma espécie de alquimia sonora.
É uma música feita para o corpo antes de ser feita para a razão, um som que não pede licença para explicar a que veio, mas que simplesmente nos empurra para a pista de dança.
Com o quinto álbum de estúdio, Sunshine , sendo lançado nessa sexta-feira (14) – e com uma apresentação única confirmada no Espaço Unimed , em São Paulo, para março de 2027 -, conversamos com Tom sobre metáforas científicas, lembranças da MPB, reflexões sobre como o trio aprendeu a confiar no próprio inconsciente e por que a experiência ao vivo continua sendo a maior razão de existirem.
Vem com a gente se apaixonar um pouco mais pelo grupo! Continua após o vídeo A geometria de um trio e o milagre da intuição Se até Volcano (2023) o Jungle funcionava essencialmente como uma linha reta desenhada por dois pontos, a efetivação de Lydia Kitto na formação mudou a arquitetura do projeto.
“Geometricamente, agora nós temos uma forma” , brinca Tom.
“Dois pontos formam apenas uma linha, e agora, pelo menos somos um triângulo (e eu até diria que é um triângulo equilátero).
Todo mundo tem seu talento específico e sabe dar o espaço necessário para o outro brilhar no momento certo.” Essa maturidade coletiva permitiu que o grupo desapegasse do excesso de controle no estúdio.
Se antes havia uma busca obsessiva por fórmulas, a virada de chave veio quando perceberam que os maiores sucessos da carreira nasceram do puro instinto: “Acho que ‘Back on ’74’ foi um daqueles momentos em que você simplesmente não entende como ou por que aquilo aconteceu.
Foi um processo tão rápido e orgânico que nos deu uma confiança absurda na nossa capacidade de criar no inconsciente.
A gente se perde muito na mente racional, preocupado com o que está construindo… músicas assim servem para validar a nossa própria intuição.” Continua após o vídeo Do metrô à pista: o groove como experiência cósmica Perguntar a um integrante do Jungle sobre a parte visual do trabalho é quase um pleito obrigatório.
As coreografias hipnotizantes que acompanham os clipes da banda viraram marca registrada, mas, para Tom, a dança não acontece só diante das câmeras: ela se traduz em diferentes intensidades no dia a dia de quem escuta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tenhomaisdiscosqueamigos.com — o conteúdo pertence a Tenho Mais Discos Que Amigos.