Pela primeira vez em 112 anos, Atlântico fica sem furacões até setembro
O Oceano Atlântico chegou a 21 de setembro sem registrar a formação de nenhum furacão em 2026, algo que não acontecia desde 1914.
A temporada já produziu seis tempestades tropicais, mas nenhuma atingiu ventos suficientes para ser classificada como furacão.
Segundo dados do National Hurricane Center, Arthur, Bertha, Cristobal, Dolly, Edouard e Fay foram as seis tempestades nomeadas até agora.
Neste ponto do ano, a média histórica seria de dez tempestades nomeadas, quatro furacões e dois furacões de grande intensidade.
A energia ciclônica acumulada está 93% abaixo da média de 1991 a 2020.
Um dos principais fatores para a baixa atividade é o El Niño, que aumenta o cisalhamento dos ventos sobre o Atlântico e dificulta a organização e o fortalecimento das tempestades.
A NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, na sigla em inglês), órgão do governo americano, prevê que o fenômeno continue durante o restante da temporada.
A temporada de furacões termina apenas em 30 de novembro, portanto ainda há tempo para a formação de sistemas mais fortes.
Em todo o histórico iniciado em 1851, apenas 1907 e 1914 terminaram sem nenhum furacão registrado no Atlântico.
Caso 2026 termine da mesma forma, será o terceiro caso conhecido, embora os registros anteriores à era dos satélites tenham maior grau de incerteza.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.