Taxas dos DIs caem com percepção de que Flávio segue à frente de Lula na eleição
SÃO PAULO, 20 Out (Reuters) – As taxas dos DIs operavam com baixas firmes nesta manhã de terça-feira, em especial entre os contratos com prazos mais longos, com a curva voltando a refletir a percepção de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) segue à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto.
O movimento está em sintonia com o exterior, onde os rendimentos dos Treasuries de longo prazo também cediam.
Às 10h20, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em 12,765%, em baixa de 12 pontos-base ante o ajuste de 12,889% da sessão anterior.
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,74%, com queda de 16 pontos-base ante 12,902%.
Às 10h20, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 3 pontos-base, a 5,106%.
Dois profissionais ouvidos pela Reuters nesta manhã vincularam a queda das taxas dos DIs principalmente ao cenário eleitoral.
Ainda que as pesquisas mais recentes mostrem uma disputa acirrada entre Flávio e Lula, o senador segue com vantagem numérica nas intenções de voto sobre o presidente.
Leia também Taxas do Tesouro Direto caem forte após novas pesquisas, mesmo com alta do petróleo Prefixados devolvem praticamente toda a alta registrada ao longo de segunda-feira, em dia de pesquisas Real Time Big Data e Alfa Inteligência com Flávio à frente de Lula Real Time Big Data: Flávio tem 52% dos votos válidos e Lula, 48% no 2º turno Diferença de quatro pontos está no limite da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para cada lado Além disso, há no mercado a avaliação de que o debate do último domingo na Band não foi negativo para Flávio e que a diferença dele nas intenções de voto para Lula pode ter parado de cair.
Essa percepção retirava prêmios principalmente do trecho longo da curva, mais influenciado pela questão fiscal.
No mercado, boa parte dos agentes ainda considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de um maior controle das contas públicas — mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.
Em meio à expectativa antes do segundo turno da eleição no próximo domingo, os investidores seguem posicionados para mais um corte de 25 pontos-base da Selic, hoje em 13,75% ao ano, no início de novembro, já depois do segundo turno.
Na última sexta-feira — atualização mais recente — a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 79% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em novembro, contra 17% de probabilidade de manutenção e 1,5% de possibilidade de corte de 50 pontos-base.
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