O maior risco da Bolsa americana é estar fora dela, avalia XP Asset
O Brasil representa menos de 1% do mercado de capitais mundial.
Para César Florido , head da XP Asset nos Estados Unidos, esse número resume um dos principais riscos de quem concentra todo o patrimônio em ativos brasileiros: ficar de fora da maior parte das oportunidades de investimento disponíveis no mundo.
A Bolsa americana é o exemplo mais evidente.
Segundo Florido, os lucros das empresas do S&P 500 cresceram 30% nos últimos 12 meses , em um mercado impulsionado não apenas pela inteligência artificial , mas também por transformações em setores como saúde e energia .
“Isso aqui é um transatlântico navegando a 50 milhas por hora, carregado.
O maior risco é você não estar participando desse movimento”, afirma Florido, em entrevista a Clara Sodré e Fabiano Cintra, no Outliers InfoMoney.
O argumento ganha relevância em períodos de maior incerteza doméstica, como o ciclo eleitoral brasileiro.
Para o executivo, investir no exterior permite reduzir a dependência dos acontecimentos locais e acessar empresas, setores e fontes de retorno que têm pouca representação no mercado nacional.
Mas participar desse movimento não significa comprar ações americanas a qualquer preço, apostar tudo em tecnologia ou tentar adivinhar a cotação do dólar.
Por que a Bolsa americana oferece oportunidades além da IA A inteligência artificial concentra boa parte das atenções do mercado, mas Florido considera um erro reduzir as perspectivas da bolsa americana a esse único tema.
“IA é aquilo que sai no jornal toda hora.
Mas tem outras coisas acontecendo”, afirma.
Uma delas está no setor de saúde, que, segundo o executivo, deve passar por mudanças estruturais capazes de abrir novas oportunidades de investimento.
Outra está na geração de energia elétrica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.