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Deus, chapéu de couro e abraço a mãe: como foi 1º ato de Flávio no Nordeste

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Deus, chapéu de couro e abraço a mãe: como foi 1º ato de Flávio no Nordeste

Na primeira visita como candidato à Presidência ao Nordeste, Flávio Bolsonaro (PL) colocou, ainda no aeroporto de Maceió, ontem, um chapéu de couro junto com seu vice, Alfredo Gaspar. Em meio a falas de Deus e ataques ao presidente Lula, destilou promessas genéricas de transformar a economia da região em seu eventual governo.

Com sua camisa amarela por cima de um colete à prova de balas, Flávio esteve o tempo todo ao lado do vice, que é alagoano e foi saudado no trio elétrico que os aguardava na entrada do aeroporto como "o cara que mandou prender Lulinha", em referência ao relatório que foi rejeitado pelos parlamentares na CPMI do INSS.

Na chegada, Flávio foi recebido por um grupo de apoiadores no aeroporto Zumbi dos Palmares. A presença de aliados só não chamou mais a atenção do que as ausências, em especial de dois nomes: João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), e o deputado federal Arthur Lira (PP), candidatos ao governo e ao Senado, respectivamente.

Em 2022, os dois estavam juntos no palanque da tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro, mas, neste ano, concorrendo a cargos majoritários, decidiram manter uma estratégia de neutralidade e distância da disputa presidencial.

JHC preferiu gravar para o programa eleitoral e visitar um hospital, ambos em Maceió, a encontrar o candidato que declarou apoio público à sua candidatura para o governo do estado.

Coube a Alfredo Gaspar minimizar as ausências de "político A ou B". "Flávio tem Deus e o povo", disse no trio elétrico cedido pelo deputado federal Fábio Costa (PP). Na frente desse veículo, há uma imagem do parlamentar empunhando uma metralhadora.

O UOL também questionou o ex-ministro Gilson Machado (Podemos) sobre Flávio declarar apoio e não receber o apoio de volta. "Ele tem a Deus e ao povo, então não precisa mais de nada", repetiu.

A agenda de Flávio ontem foi extensa e diversificada: logo após o discurso na chegada, seguiu em carreata por avenidas de Maceió, acenou para o público e foi até uma produtora de vídeo gravar com aliados alagoanos para programas eleitorais.

Com mais de duas horas de atraso, chegou para um encontro com um grupo de empresários bolsonaristas reunidos pelo MBR (Movimento Brasil) —marcado para as 14h, mas que começou apenas às 16h30.

Ainda no auditório lotado da Associação Comercial, recebeu o título de cidadão honorário de Maceió, concedido pela Câmara de Vereadores.

Nesse evento, foi lembrado que Maceió foi a única capital do Nordeste em que Bolsonaro venceu todas as eleições. "É a única capital que o PT não se cria", disse o locutor do evento, para efusivos aplausos. "Precisamos de liberdade no nosso país", defendeu o presidente da associação, Kennedy Calheiros, um empresário conhecido pelo bolsonarismo ferrenho.

À noite, Flávio e Alfredo foram para o culto de homenagem aos 111 anos da Assembleia de Deus em Alagoas.

No caso, Flávio não teve direito a fala, mas subiu ao palco para receber a oração do pastor José Orisvaldo Nunes de Lima, presidente da Assembleia de Deus em Alagoas.

"Nós temos aqui senadores, nós temos aqui deputados estaduais, nós temos aqui deputados federais e a Bíblia manda orar pelas autoridades.

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