Lula abre os sigilos; Flávio Bolsonaro arrega
O pior dos Bolsonaro não tem currículo, tem ficha criminal.
E, nos últimos dias, o cerco parece ter se fechado ainda mais em torno de Flávio Bolsonaro.
Além de se apresentar de forma agressiva e intimidadora no último debate televisivo, o senador passou a ser alvo de questionamentos sobre uma possível sociedade oculta em uma casa de apostas, a Best Bet.
O caso envolve Willer Tomaz, advogado e amigo próximo de Flávio.
Informações sobre documentos analisados pela Polícia Federal indicam que os dois figuravam como usuários master de uma conta bancária da Alcazar Holdings , empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.
Esse tipo de acesso permite consultar informações e autorizar operações financeiras.
A Alcazar mantém conexões empresariais com a Cathedral Holdings , ligada à Best Bet por meio da brasileira Rede Loto.
As empresas compartilhavam vínculos societários e administrativos, além de um endereço em Portugal.
Diante desses elementos, a Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de uma investigação para apurar se Flávio Bolsonaro seria sócio oculto da casa de apostas.
São relações que exigem explicações.
Não estamos falando de um detalhe burocrático, mas de conexões empresariais, contas bancárias, viagens internacionais e pagamentos cuja natureza precisa ser esclarecida.
E não se trata apenas de mais um aliado da família Bolsonaro: estamos falando de alguém que disputa a Presidência da República.
Entre os pontos que levantam questionamentos estão os pagamentos recebidos pelo escritório de advocacia de Flávio, que teria faturado R$ 14 milhões entre 2023 e 2026, e as movimentações financeiras envolvendo o senador e Willer Tomaz.
Os dois também viajaram juntos ao exterior, inclusive em um voo de Portugal para Nice, na França, em maio de 2025, acompanhados de suas famílias.
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