Mansão de Richarlison: PMs e fuzis em vídeos inéditos da ação a favor de Willer e Flávio Bolsonaro; “coisa de milícia”, diz Kakay
Vídeos obtidos pelo Fórum Investiga , núcleo de jornalismo investigativo da Fórum , mostram agentes fardados da Polícia Militar do Rio de Janeiro e homens portando armas longas, um deles com fuzil, após Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, obter a posse da mansão de Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), em maio de 2024.
O caso se tornou o centro de uma disputa judicial entre o grupo ligado ao jogador Richarlison e o advogado .
Tomaz é amigo de longa data e suspeito, em inquérito da Polícia Federal (PF), de ser sócio de Flávio Bolsonaro , que havia manifestado interesse no imóvel antes do levante judicial promovido para “tomar a ilha na mão grande”, nas palavras do ex-atacante da seleção brasileira .
Ao analisar preliminarmente as imagens a pedido da Fórum , o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, um dos mais conhecidos advogados brasileiros, afirmou que a situação parece “coisa de milícia”.
“Eu não tenho o conhecimento de todos os fatos, mas do que me foi apresentado, me parece um abuso absoluto e perigoso.
Eu até ousaria dizer que é coisa de milícia.
Não é coisa de agentes policiais que estejam a serviço do Estado.
Estão a serviço de um grupo que parece ser mais uma ação miliciana”, afirmou Kakay.
A avaliação do advogado levanta questionamentos sobre a presença de agentes públicos e de homens fortemente armados na propriedade depois de uma violenta ação de reintegração de posse realizada em 13 de maio de 2022, quando o grupo ligado a Willer Tomaz conseguiu uma decisão judicial para assumir o imóvel.
“É extremamente grave essa situação pelo que está posto.
Não há nenhum sentido, em uma situação dessas, que tivessem PMs armados em uma ação oficial.
Em nome de quê? Em nome de quem? Não é em nome do Estado.
É em nome, provavelmente, de uma ação miliciana.
Isso tem que ser investigado.
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