Preso com maçarico, agricultor é condenado após confessar 11 incêndios criminosos no oeste da França
Um trabalhador rural de 45 anos foi condenado nesta terça-feira (11) a três anos de prisão, dos quais dois em regime fechado, por provocar deliberadamente 11 focos de incêndio no oeste da França entre o fim de julho e o início de agosto. Preso após ser flagrado com um maçarico de cozinha nas proximidades de uma nova ocorrência, ele admitiu os fatos, mas afirmou não saber explicar o motivo dos ataques. O caso reacendeu o debate sobre saúde mental e incêndios criminosos.
A Justiça francesa condenou nesta terça-feira (11) um agricultor a três anos de prisão, sendo dois de cumprimento efetivo e um com pena suspensa, após considerá-lo responsável por uma série de incêndios registrados entre o fim de julho e o começo de agosto em áreas dos departamentos de Deux-Sèvres e Maine-et-Loire, no oeste do país. A sentença foi proferida pelo Tribunal de Niort, na mesma região, em um "julgamento acelerado", procedimento utilizado em casos nos quais o réu é levado rapidamente a julgamento após a prisão.
Além da pena de prisão, os magistrados determinaram um acompanhamento "sociojudicial" por quatro anos. Durante esse período, o condenado será obrigado a seguir tratamento médico e psicológico sob supervisão das autoridades.
Os investigadores atribuíram ao homem 11 focos de incêndio ocorridos entre 25 de julho e 7 de agosto. Segundo a Promotoria, todas as ocorrências foram deliberadas.
Embora os incêndios tenham sido controlados antes de se transformarem em grandes tragédias, a sucessão de casos colocou sob forte pressão os serviços locais de combate ao fogo em um momento particularmente sensível do verão europeu , quando altas temperaturas e vegetação ressecada aumentam os riscos de propagação das chamas.
O suspeito foi detido na sexta-feira (7), quando policiais o surpreenderam nas proximidades de um novo foco de incêndio. Ele estava em seu veículo e carregava um maçarico de cozinha, instrumento que teria sido utilizado para iniciar as queimadas.
Ao longo da audiência, o trabalhador rural reconheceu integralmente os atos atribuídos a ele. Questionado pelo presidente do tribunal sobre suas motivações, afirmou não conseguir apresentar uma justificativa clara para os incêndios. "Não tenho explicação alguma. Estava saturado de várias coisas.
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