Palmeiras é o futebol enquanto máquina
Fluminense 1 x 2 Palmeiras | Melhores momentos | Ida da semifinal | CONMEBOL Libertadores 2026 Em idos do primeiro tempo, eu estava decidido a escrever sobre Paulo Henrique Ganso.
Como de praxe, observava, encantado, a elegância dos movimentos do camisa 10 do Fluminense, sua habilidade para se deslocar sem ser notado, a assombrosa capacidade de, ao receber a bola, deixar a partida toda em câmera lenta, como se fosse o dono do tempo, como se forçasse os demais jogadores a seguirem suas regras.
E aí foi lá o Palmeiras, na primeira finalização a gol, com menos de 30% de posse de bola, e fez 1 a 0.
O Palmeiras é o pesadelo dos românticos.
Para cada poeta que perambula bêbado no raiar do dia, há um Palmeiras, engomado e circunspecto, caminhando firme na direção do escritório.
O time de Abel Ferreira é o triunfo da produtividade, é a vitória do capitalismo: é, parafuso após parafuso, a imponência industrial, fabril, sobre o utopia.
Porque o Palmeiras não precisa jogar bem (ou jogar bem no conceito dos demais times) para vencer – como aconteceu pela milésima vez no 2 a 1 sobre o Fluminense, nesta quarta-feira, no Maracanã, no encontro de ida das semifinais da Libertadores.
O que ele precisa é ser o mais eficiente possível nesta particular tarefa de ser Palmeiras.
De ser um time computadorizado.
De ser uma engrenagem pré-programada para otimizar processos.
Flaco López e Giay comemoram gol do Palmeiras contra o Fluminense André Durão O Palmeiras é o futebol enquanto máquina.
Ele é uma fábrica, ele é a indústria.
O Fluminense teve a bola, trabalhou jogadas, buscou alternativas, cercou a área, chutou de longe.
Tudo isso para em uma saída rápida, de Piquerez para Andreas Pereira, de Andreas Pereira para Flaco López, de Flaco López para o gol, o time paulista avisar que a situação jamais havia saído de seu controle.
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